RASPAGEM SUB E SUPRA GENGIVAL

A Raspagem e Alisamento radicular normalmente são procedimentos não-cirúrgico no qual o periodontista remove a placa bacteriana e o cálculo abaixo da margem gengival. As superfícies das raízes dos dentes são limpas e aplainadas com instrumentos especialmente desenvolvidos. É importante remover a placa e o cálculo das bolsas, porque além das toxinas bacterianas que irritam a gengiva, a placa e a superfície rugosa do cálculo torna mais fácil a adesão de novas bactérias.
RASPAGEM SUB-GENGIVAL  :É a remoção do calculo abaixo da margem gengival.

SUPRA-GENGIVAL :É a remoção do calculo acima da margem gengiva.

ALISAMENTO  RADICULAR :É o processo pelo qual o calculo residual e porções de cemento ou dentina são removidos, proporcionando uma superfície lisa, resistente e limpa.

ESPECIALIDADES NA ODONTOLOGIA

 

Odontopediatria – visa a prevenção, manutenção e reabilitação da saúde bucal da criança.
Radiologia Odontológica – tem como objetivo a aplicação de radiografia e outros exames por imagem com a finalidade de melhorar o diagnóstico, acompanhamento e documentação de toda a estrutura bucal.

Radiologia Odontológica e Imaginologia – nomenclatura atual da especialidade Radiologia Odontológica modificada pela 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) .

Dentística Restauradora – objetiva a estética, a devolução da função mastigatória e a reabilitação de dentes comprometidos por cáries, fraturas ou estragados por fenômenos como abrasão e erosão. É o ramo da Odontologia que atua na área da cosmética e restauração dental. Entre outros serviços, os profissionais desta especialidade tratam de clareamento dos dentes, uso de resinas diretas, peeling gengival, facetas e restaurações estéticas. O seu principal foco é a estética.

Dentística – Nomenclatura atual da especialidade Dentística Restauradora modificada pela 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) .

Endodontia – relacionada ao tratamento dos canais, infectados ou não. Diagnóstico e tratamento de enfermidades da polpa dentária e canais radiculares.
Periodontia – trata das doenças da gengiva além de cuidar das estruturas que dão suporte, nutrição e sensibilidade ao dente.

Prótese Dentária – cuida da recuperação das coroas dentais e da reparação de espaços decorrentes de extrações. Especialização na confecção de coroas, próteses dentárias fixas, removíveis ou próteses totais e de próteses sobre implantes.

Ortodontia e Ortopedia Facial – nomenclatura anteriormente adotada. Depois da 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) .

Ortodontia – corrige o posicionamento dos dentes reestabelecendo a correta articulação entre as arcadas dentais por meio de aparelhos corretivos fixos ou móveis.

Ortopedia Funcional dos Maxilares – objetiva tratar aos desequilíbrios dos dentes, estruturas bucais e complexo craniofacial através de recursos terapêuticos, que utilizem estímulos funcionais, visando ao equilíbrio morfofuncional de todo o sistema estomatognático.

Implantodontia – relacionada à colocação de raízes artificiais nos ossos da arcada, para adaptação de dentes ausentes. É o ramo da Odontologia que restaura espaços ausentes de dentes através da implantação de dentes protéticos sobre uma peça de titânio no interior do tecido ósseo na área onde ficava o elemento dental ausente.

Cirurgia e Traumatologia Buco – Maxilo – Facial – estudo e tratamento das fraturas e lesões dos maxilares, mandíbulas e dentes.

Prótese Buco – Maxilo – Facial – cuida da recuperação das coroas dentais perdidas e da reparação de espaços decorrentes de extrações.

Odontologia Legal – auxilia a medicina legal e a criminalística cuidando da análise craniofacial e dental de indivíduos visando a identificação de pessoas e a elucidação de casos.

Odontologia em Saúde Coletiva – estudo dos fenômenos que interferem na saúde bucal coletiva, por meio de análise, organização, planejamento, execução e avaliação de serviços, projetos ou programas de saúde bucal, dirigidos a grupos populacionais, com ênfase nos aspectos preventivos.

Saúde Coletiva – nomenclatura atual da especialidade Odontologia em Saúde Coletiva modificada pela 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas).

Estomatologia – tem como objetivo a prevenção, o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento das doenças próprias da boca e suas estruturas anexas, das manifestações bucais de doenças sistêmicas, bem como o diagnóstico e a prevenção de doenças sistêmicas que possam eventualmente interferir no tratamento odontológico.

Patologia Bucal – compreende no estudo laboratorial das alterações da cavidade bucal e estruturas anexas, visando o diagnóstico final e o prognóstico destas alterações.

Disfunção Têmporo Mandibular e Dor Orofacial – tem por objetivo promover e desenvolver uma base de conhecimentos que visam a melhor compreensão no diagnóstico e no tratamento das dores da região bucal e outras estruturas relacionadas.

Odontogeriatria – se concentra no estudo dos fenômenos decorrentes do envelhecimento que também têm repercussão na boca e suas estruturas associadas, bem como a promoção da saúde, o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de enfermidades bucais e do sistema estomatognático do idoso.

Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais – tem por objetivo o diagnóstico, a preservação, o tratamento e o controle dos problemas de saúde bucal dos pacientes que apresentam uma complexidade no seu sistema biológico e/ou psicológico e/ou social, bem como percepção e atuação dentro de uma estrutura interdisciplinar com outros profissionais de saúde e áreas correlatas com o paciente.

Odontologia do Trabalho – objetiva a busca permanente da compatibilidade entre a atividade laboral e a preservação da saúde bucal do trabalhador.

Habilidades Odontológicas:
Resolução CFO 82/2008
Reconhece e regulamenta o uso pelo Cirurgião-dentista de práticas integrativas e complementares à saúde bucal.
Art. 1º Reconhece o exercício pelo Cirurgião-dentista das seguintes práticas integrativas e complementares à saúde bucal:
Acupuntura;
Fitoterapia;
Terapia Floral;
Hipnose;
Homeopatia e
Laserterapia.

PEELING GENGIVAL

O Clareamento Gengival ou Peeling Gengival é um tratamento que visa remover cirurgicamente as manchas nas gengivas  de algumas pessoas, preferencialmente as de descendência negra e asiática, e fumantes. As pessoas dessas raças possuem em suas gengivas uma maior quantidade de células (os melanócitos) produtoras do pigmento melanina, de cor marrom. Como consequência, as gengivas ficam escurecidas, com aspecto marrom-acinzentado, interferindo na estética bucal e facial, principalmente naqueles pacientes que muito mostram as gengivas ao sorrir.Realizado sob anestesia, consiste em se realizar uma leve descamação superficial das gengivas, promovendo a remoção das células que fabricam o pigmento marrom, os melanócitos. A melhor técnica para a remoção, e a menos invasiva, consiste em se utilizar brocas diamantadas ultra finas acopladas a aparelhos de ultrassom específicos para este fim . Com o Sistema de brocas diamantadas , consegue-se realizar movimentos suaves e como as brocas são acopladas ao aparelho de ultrassom, não há o incômodo barulho das turbinas de alta-rotação. Após a remoção superficial, ocorrerá a formação de novo tecido epitelial gengival, totalmente rosa, muito mais bonito, sem a cor marrom acinzentada. Esse novo tecido epitelial começa a ser formado em aproximadamente 72 horas após o procedimento, e em apenas sete dias consegue-se um ótimo e significativo resultado estético.

É indolor e não necessita de cimento cirúrgico.

Após o tratamento evitar : Não fumar por 15 dias;  Utilizar escovas dentais ultra-macias;  Não tomar bebidas alcoólicas, refrigerantes, sucos cítricos; não ingerir alimentos quentes, alimentos; duros,   alimentos    salgados, alimentos cítricos apenas nos 3 primeiros dias pós tratamento; Realizar bochechos 3 vezes ao dia por 7 dias, com solução à base de clorexidina 0,12%

 

DENTÍSTICA OU ODONTOLOGIA ESTÉTICA

Dentística ou odontologia estética é o ramo da odontologia que atua na área da cosmética e restauração dental. Entre outros serviços, os profissionais desta especialidade tratam de clareamentos dos dentes, uso de resinas diretas, peeling gengival, facetas e restaurações estéticas.

O seu principal foco é a estética, ainda que a restauração de dentes também seja uma medida importante para a saúde individual, já que a permanência de cáries pode causar problemas a vários níveis, além de criar problemas na mastigação dos alimentos.

Pesquisa os vários tipos de preparações dentárias, a relação dos materiais restauradores com a estrutura dentária e o resto do organismo, técnicas restauradoras, etc. Tornando possível ao cirurgião-dentista restaurar de forma direta ou indireta a estética e a função dos dentes comprometidos.

Recupera a forma e a função dos dentes afetados por cárie ou trauma através de restauração e reconstrução. As restaurações em resina, também conhecidas como restaurações brancas, são muito utilizadas para melhorar a forma dos dentes, consertar dentes quebrados ou manchados, na troca de restaurações antigas ou no processo de restauração de cavidades de cárie. Existe uma infinidade de gama de cores de resina, que permite reproduzir a cor de cada dente com perfeição para tornar a restauração imperceptível.

RESTAURAÇÃO EM AMALGAMA

O amálgama é ainda um material muito utilizado na odontologia de país em desenvolvimento. Suas propriedades físicas e químicas proporcionam um biocompatibilidade e resistência excelente É um excelente material para restauração de dentes posteriores, mas seu uso está em declínio devido ao apelo estético das resinas e as controvérsias sobre a sua toxina. Uma liga metálica constituída por mercúrio, prata, estanho e cobre.

Prata

  • Se associa ao estanho – fase γ (Ag3Sn);
  • Aumento da resistência mecânica;
  • Diminuição do escoamento;
  • Aumento da expansão de presa.

Estanho

  • Facilita a mistura com o mercúrio (amalgamação);
  • Auxilia na redução da expansão da prata.

Cobre

  • Substitui parcialmente a prata;
  • Aumento da resistência mecânica e dureza;
  • Diminuição do escoamento e da corrosão;

Teor de cobre menor que 6% ligas de baixo teor de cobre. A liga se beneficia com o cobre a partir de 13%.

Zinco

  • Auxiliar no processo de fabricação (de oxidante da liga) – lixeiro;
  • Contaminação por água – expansão tardia (pode fraturar o dente).

Zn + H2O > ZnO + H2

Índio e paládio

  • Aumento da resistência mecânica;
  • Aumento da resistência a corrosão;

Baixo teor de cobre (< 6% de Cu) > convencionais

Limalha

  • Confecção do lingote;
  • Componentes são fundidos;
  • Resfriamento rápido – segregação;
  • Tratamento térmico homogeneizador;
  • Corte em aparos e moagem.

Partículas esféricas

  • Obtidos por otimização;
  • Formato esférico de vários tamanhos.

Fase gama 2 é menos resistente

O cobre (Cu) > a liga Ag + Cu é responsável pela eliminação da fase gama 2. Porque ele reage com ela e vira – h – Cu6Sn5.

RESTAURAÇÃO EM RESINA FOTOPOLIMERIZÁVEL

São restaurações em resina composta, que é um material plástico, da mesma cor dos dentes, cujo endurecimento se obtém com um aparelho (fotopolimerizador) que produz um forte raio de luz azul.

A vantagem das resinas fotopolimerizáveis é a estética. Quando corretamente indicada, as resinas restauram o dente de forma “conservadora”, pois se aderem ao dente como “cola”.

Assim, não requerem desgaste de tecidos dentários sadios, ou seja, o dentista pode remover apenas a cárie ou a restauração antiga. Já as restaurações metálicas precisam de cavidades maiores e retentivas e isso envolve desgastes desnecessários dos dentes. Outra vantagem é o fato da dureza da resina ser mais semelhante a do dente do que os metais. É comum ocorrerem fraturas de dentes que apresentam grandes restaurações metálicas, pelo fato da alta rigidez dos metais

CLASSE I :Acomete a região de cicatrículas e fissuras normalmente dos dentes posteriores; Pode também acometer a face palatina dos dentes anteriores. (cíngulo de incisivos e caninos).                                                                          

CLASSE II: Acomete as proximais dos dentes posteriores.

CLASSE III: Acomete as proximais de dentes anteriores , sem acometer o ângulo incisal.
CLASSE IV: Ocorre quando há a perda do ângulo inciso proximal. (não importa se esse ângulo é mesial ou distal).
CLASSE V: Acomete a região cervical de todo e qualquer dente (apenas na região vestibular e lingual).

LASER E CANETA DE ALTA ROTAÇÃO SILENCIOSA

LASER
Através de testes laboratoriais e clínicos, pesquisadores da Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto têm conseguido ótimos resultados com a utilização do laser na prevenção e tratamento de cáries dentárias. A intenção é que se possa substituir em determinadas situações a caneta de alta rotação (conhecida popularmente como “motorzinho”) e a broca, como alternativa menos invasiva e com melhores resultados, nos casos onde existe a indicação.
A recorrência de cáries é maior quando utilizados os métodos convencionais, já que ocorrem pequenas “rachaduras” na superfície do dente, o que facilita a instalação de novas cáries; o material aplicado para a restauração tradicional também pode ser dispensado nessa nova modalidade. O laser tem ainda a vantagem de ser menos incômodo para o paciente, já que não é necessária a aplicação de anestesia na ocasião do procedimento e evita-se o ruído e vibração típicos da caneta de alta rotação.

O laser já tem sido utilizado na prevenção de cáries – a aplicação, nessa modalidade, deve ser refeita, idealmente, a cada seis meses; no entanto, seu uso para tratamento nos consultórios odontológicos ainda deve demorar algum tempo, já que os aparelhos testados em laboratório ainda não foram liberados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

MOTORZINHO SEM RUIDO
Pesquisadores britânicos desenvolveram um dispositivo que cancela o ruído das brocas de dentistas.
Segundo eles, a invenção pode ajudar as pessoas a superar o medo de ir ao dentista.
Para muitos, o som da broca é uma das principais causas de ansiedade durante as visitas ao consultório.
O dispositivo é semelhante aos fones de ouvido capazes de cancelar ruídos. Mas os pacientes ainda poderão ouvir a voz do dentista, porque nem todos os sons ambientes serão filtrados.
Segundo os cientistas, o dispositivo transforma os sons do consultório do dentista em um sinal digital. Um chip especial chamado de processador digital de sinais analisa os sons captados por um microfone instalado perto da broca dental. Ele produz uma onda sonora invertida para neutralizar o ruído no sinal transmitido pelo fone de ouvido. Os filtros eletrônicos são capazes de neutralizar o som da broca mesmo que a amplitude e a frequência do ruído se alterem com o uso da própria broca.

Tecnologia automobilística

O dispositivo foi desenvolvido por especialistas do King’s Colllege London, da Brunel University e da London SouthBank University, a partir de uma ideia do professor Brian Millar, do Instituto Dentário do King’s College.
Ele se inspirou inicialmente nos esforços do fabricante de automóveis Lotus, que tentava desenvolver um sistema para remover sons desagradáveis da rua e, ao mesmo tempo, permitir que os motoristas ouvissem sirenes de emergência.
Após mais de dez anos de pesquisas em colaboração com engenheiros, a equipe de Millar chegou a um protótipo do sistema.

RETRAÇÃO GENGIVAL

O deslocamento da gengiva, conhecido como retração gengival. São muitas as possíveis causas para o problema — ele pode ocorrer em apenas um dente como também em vários ao mesmo tempo.
Pode não parecer, mas a retração gengival pode acontecer até mesmo em pessoas com bons hábitos de higiene e uma boca saudável. O problema é bastante comum e diz respeito à contração da gengiva em direção à raiz do dente, o que deixa a dentina exposta. As principais causas do problema são:
-Traumatismo por escovação (ou escova dura ou força na escovação)
-Inflamação gengival
-Trauma oclusal
É importante estar atento aos primeiros sinais de que a retração gengival está acontecendo. Ao perceber qualquer exposição da dentina, é necessário procurar um profissional. Como na maioria dos problemas de saúde bucal, a principal forma de combater a retração é prevenindo para que ela nunca aconteça. Isso deve ser feito, principalmente, através da correta escovação, tendo bons hábitos de higienização, usando corretamente o fio dental e visitando um dentista periodicamente, pois o descuido pode comprometer para sempre a arcada dentária.
Além do fator estético, a retração pode provocar mau hálito, dor nos dentes, sangramentos na gengiva no momento da escovação e sensibilidade excessiva na região. O problema pode provocar também perda óssea ao redor do dente afetado e, ainda, caso seja ignorado, pode alcançar proporções maiores e ocasionar cada vez mais perda gengival.

ALVEOLOPLASTIA

É a excisão de uma parte do processo alveolar, deve ser realizada para facilitar a extração dos dentes, corrigir irregularidades do rebordo alveolar residual e preparar o rebordo residual para a colocação de uma prótese. – A definição alveoloplastia é utilizado para denominar o remodelamento do processo alveolar e não a sua eliminação.

 

RANULA

Tumor cístico sublingual, proveniente da obstrução e dilatação do canal excretor de alguma glândula mucosa ou salivar.
É uma obstrução do ducto de saída da glândula salivar sub-mandibular geralmente pela ocorrência de um trauma ou presença de um sialólito dando origem a um acúmulo de secreção salivar grossa e viscosa nos tecidos.
Apresenta-se como uma bolha no assoalho bucal, cheia de um muco claro ou cinza-azulado, podendo romper-se, liberando o fluído e voltar a promover um novo enchimento da lesão.
O

Tratamento mais indicado é a marsupialização, na qual é realizada uma excisão na mucosa oral do assoalho bucal e na parede superior da rânula, que deve ser suturada à mucosa oral do assoalho bucal, promovendo uma reparação por segunda intenção.

MUCOCELE

 

 

Mucocele ou fenômeno de retenção de líquido é uma lesão cística benigna, com saliva em seu interior, relacionada a trauma local e obstrução de glândulas salivares menores.Geralmente, ocorre no lábio inferior de crianças e adolescentes, e apresenta-se clinicamente como uma bolha, de cor igual à mucosa adjacente ou azulada, e seu tamanho varia de 1 mm à centímetros. É assintomática, e muitas vezes há o rompimento espontâneo. Porém, se houver várias recorrências é necessário o tratamento cirúrgico para remoção das glândulas salivares adjacentes. O objetivo deste trabalho é apresentar a remoção cirúrgica de uma lesão de mucocele em lábio inferior de um adolescente de 17 anos de idade.

As glândulas salivares menores são as que ficam mais vulneráveis à condição. Na grande maioria das vezes, a mucocele é o resultado de mordidas que mucocelelevam ao rompimento de glândulas na região, sendo que, mesmo após rompido o conduto salivar, a glândula continua secretando saliva, o que dá o aspecto de bolha à lesão.
Depois de estabelecido o diagnóstico é preciso que o tratamento mais adequado tenha início. Algumas mucoceles acabam melhorando espontaneamente, sem que haja necessidade de qualquer intervenção ou tratamento. Entretanto, o diagnóstico é fundamental, para que se exclua a possibilidade de um tumor maligno.

Quando necessário, o tratamento envolve remoção da glândula afetada por meio de uma cirurgia, assim como das glândulas menores que estejam circundando a região. Recidivas são frequentes, por isso é aconselhável remover por completo a glândula salivar afetada, assim como as outras pequenas da região.

A mucocele pode durar dias ou anos, podendo haver ocasionalmente crises de inchaço. Portanto, não hesite em procurar por um profissional para colocar um fim à condição. O tratamento, quando bem feito, é efetivo e o prognóstico é normalmente positivo.

TUMORES NA CAVIDADE BUCAL

O câncer de boca se apresenta como uma ferida que não cicatriza que pode ser dolorosa ou não. Pode ocorrer nos lábios, no revestimento interno da boca (mucosa bucal), nas  gengivas, na língua, na parte da boca que fica debaixo da língua (assoalho da boca), o céu da boca (palato duro) e a área atrás dos dentes do siso – conhecido como o trígono retromolar. A garganta  engloba as regiões da orofaringe, hipofaringe e laringe. O câncer orofaríngeo é o que se desenvolve na parte da garganta localizada atrás da boca (conhecida como orofaringe). Essa região inclui a base da língua (a parte de trás da língua), o palato mole, as amídalas, os pilares, as paredes laterais e posteriores da orofaringe. A hipofaringe é a região da faringe que se localiza inferiormente à orofaringe e fica atrás da laringe (caixa da voz ou Pomo de Adão), que é um órgão que contem as pregas vocais responsável pela produção da voz que se fecha quando comemos e se abre quando respiramos. A orofaringe é um órgão onde passa o ar e os alimentos.
O câncer de garganta, portanto, pode ser notado nas regiões citadas, como uma ferida que não cicatriza.
Sobre o câncer de cabeça e pescoço.Os locais mais comuns de câncer na boca são: língua (26%) e os lábios (23%) – principalmente o inferior. Outros 16% são encontrados no assoalho da boca e 11% nas glândulas salivares menores

Carcinoma Espinocelular

Mais de 90% dos cânceres de boca e garganta, são carcinomas de células escamosas, também chamados de carcinomas espinocelulares ou ainda carcinomas epidermóides. Tratam-se de células escamosas achatadas, que normalmente revestem a cavidade bucal e a garganta. A forma inicial do carcinoma de células escamosas é chamada de carcinoma in situ, isto é, o câncer só está presente nas células da camada de revestimento, chamada de epitélio, e não invade as camadas mais profundas. Um carcinoma espinocelular invasivo significa que as células do câncer penetraram em camadas mais profundas da cavidade bucal e da orofaringe.

Carcinoma Verrugoso

O carcinoma verrugoso é uma variante do carcinoma espinocelular que responde por menos de 5% dos tumores da boca. É um câncer de baixa agressividade, que raramente produz metástases, mas que pode se espalhar profundamente pelos tecidos vizinhos. A remoção cirúrgica do tumor com boa margem de tecidos ao redor, é recomendada nesses casos

FATORES DE RISCOS: ÁLCOOL, TABACO, EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO SOL, INFECÇÕES VIRAIS PELO VÍRUS PAPILOMA HUMANO(HPV), INFECÇÕES DO VÍRUS EPSTEIN-BAR (EBV), BEBIDAS QUENTES.

Ao identificar algum sintomas abaixo , procurar um especialista da área de saúde e realizar os exames necessários:
Ferida na boca sem cicatrização (sintoma mais comum)
Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias)
Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca
Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir
Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua
Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa
Caroços no pescoço
Perda de peso
Mau hálito persistente

FOCOS DENTÁRIOS

Problemas bucais podem ser responsáveis por mais dor de cabeça que apenas cáries e tártaros. A falta de cuidados leva ao desenvolvimento de focos dentários que, se não forem tratados, podem resultar em doenças nos diversos sistemas, como o cardiovascular, o respiratório e, principalmente, o locomotor.
O micro-organismo entra pela corrente sanguínea e segue para outros órgãos, especialmente aqueles já fragilizados por outro tipo de infecção. Problemas na gengiva são os principais causadores dos focos bucais.
De acordo com médicos do esporte, até 30% das lesões musculares dos jogadores profissionais de futebol são originadas de focos dentários. Além das lesões, esportistas e pessoas sedentárias ainda podem desenvolver série de doenças a partir dos focos dentários, como a arteriosclerose, o enfarte e as doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Além de uma infecção, outros problemas bucais podem prejudicar o desempenho de atletas, desde uma gengivite, cárie, dente aberto, até um dente do siso ou uma raiz que podem ter focos infecciosos. Isso pode atingir tanto um atleta profissional quando um de final de semana. Às vezes um desconforto muscular vem de um foco dentário
Atualmente, a medicina bucal é fundamental para o tratamento de lesões. Não apenas o aspecto cárie, mas os problemas infecciosos e os traumatismos nesta área podem dificultar e muito a recuperação de uma lesão muscular aparentemente simples.
A atenção com a saúde bucal deve ser redobrada em mulheres grávidas, já que a presença de vírus e bactérias no organismo acentua a perda de peso e pode levar até a um parto prematuro.
A única forma de evitar focos dentários é a prevenção. Pressões na arcada dentária por sisos e cáries — que podem evoluir para infecções odontogênicas a partir da entrada de bactérias —, além de inflamações nas gengivas, devem ser tratados com atenção.
Abscesso dentário é o acúmulo de pus no dente ou na gengiva por conta de alguma infecção bacteriana. Embora não seja um problema bucal tão grave, se for negligenciado ou não tiver o devido tratamento, pode ter desdobramentos mais sérios, como febre, vômito, diarreias e até, em casos mais raros, se transformar em um abscesso cerebral.
Porém, quando o abscesso permanece na cavidade bucal por muito tempo sem o devido tratamento, é possível que ele acabe causando outros problemas, como uma sinusite – infecção das cavidades atrás das maçãs do rosto que estão cheias de ar, que causa dor facial, nariz entupido e febre.
Outro desdobramento de um abscesso não tratado pode ser a Osteomielite. Ela ocorre quando a infecção do dente se espalha pela corrente sanguínea e ataca um osso de qualquer parte do corpo. Essa doença vai se apresentar com vômitos, náuseas, febre e dores na região afetada. Mas para isso, a infecção tem que ser negligenciada por muito tempo e, portanto, é bem rara de acontecer.
Ainda mais raro é um abscesso dentário virar um abscesso cerebral. Essa condição é bem remota, mas é possível sim, pois um abscesso cerebral pode ser originado pela propagação de uma infecção mal tratada em qualquer parte do crânio, inclusive no dente. Os sintomas dessa doença são dores de cabeça, confusão mental, febre, convulsões e fraqueza.

ENDODONTIA


Ramo da odontologia que trata da etiologia, diagnóstico, terapêutica e profilaxia das doenças e lesões que afetam a polpa dentária e a raiz dentária, bem como o tecido periapical. A endodontia visa tratar o dente internamente, curando lesões e doenças da polpa (o nervo) e da raiz do dente. Em suma, é o famoso e mais popularmente conhecido tratamento de canal.

Os instrumentos endodônticos são classificados de acordo com a sua flexibilidade, guia de penetração e secção transversal. Suas partes constituintes são, basicamente, cabo, intermediário (cujo tamanho é variável) e parte ativa (cujo tamanho é sempre de 16 mm) Assim, a parte ativa vai do diâmetro 0 até o diâmetro 16.

Extirpa-nervos: são instrumentos com ganchos, utilizados para a remoção da polpa (exérese).  O instrumento entra solto, faz rotação 360º e sai.

Alargadores: são utilizados para alargar o canal. Possuem secção triangular ou quadrangular, e espirais de passos longos,

Limas: são os instrumentos mais utilizados dentro da endodontia. Sua conicidade ou taper é de 0,02mm. O número de identificação da lima corresponde ao diâmetro da sua ponta . São geralmente feitos de aço inoxidável. Há uma série, entretanto, que os fabrica através de níquel e titânio, conferindo uma flexibilidade e resistência excepcional. Estes instrumentos, geralmente utilizados em canais atrésicos e curvos, possuem memória elástica.São produzidos por um processo de usinagem, ao invés de torção, como nas limas comuns.

Pesquisadores da Universidade de Liverpool atualmente testam um novo procedimento para o tratamento de polpa infectada. A revascularização pode ser realizada em apenas duas sessões e poupar os pacientes de se submeterem aos longos e desagradáveis tratamentos de canal.

Conforme relatado no jornal MailOnline, o primeiro passo do novo procedimento engloba perfurar o dente e aplicar uma pasta antibiótica para desinfetar o canal radicular. A segunda consulta acontece cerca de duas semanas depois. Utilizando a ferramenta, o dentista faz cortes minúsculos no sistema de canais radiculares até que o tecido comece a sangrar, o que ativa o coágulo de sangue.

O coágulo acelera o crescimento de novos vasos sanguíneos. Isso alavanca a oxigenação e nutrição que ajuda a polpa do dente a se auto curar. O mecanismo ainda não é completamente compreendido, reportou o website, no entanto,  sugere-se que o coágulo de sangue contém uma alta concentração de fatores de crescimento, compostos que auxiliam na regeneração de tecido danificado.

Estudos já concluíram que a técnica é eficiente.

TRATAMENTO ENDODÔNTICO COM MOTOR

O motor endodôntico, promove movimentos rotatórios precisos para a limpeza do canal do dente que está contaminado, e que na maioria dos casos proporciona o fechamento do canal em sessão única.

Muitos especialistas em endodontia já realizam essa técnica com o motor , onde o tratamento faz em uma unica sessão. Praticidade e rapidez

ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES

Muitas pessoas sentem alguns problemas com reflexos na boca como estalos, dores para mastigar, entre outros, e não sabem do que se trata e, muitas vezes, nem onde procurar ajuda. Mastigação ruim ou só de um lado, mastigar com a boca aberta, dificuldade em triturar alimentos são alguns dos problemas que podem ser resolvidos pela Ortopedia Funcional dos Maxilares – especialidade da Odontologia que entra em ação quando alguma alteração no funcionamento da boca é diagnosticada.
Ortopedia Funcional dos Maxilares é um modo diferente de tratar as necessidades no uso de aparelhos, fazendo uso de aparelhos móveis e soltos dentro da boca, que agem na parte superior e inferior, é um tratamento que pode e deve começar quando indicado (mesmo na dentição de leite, quando as necessidades são menores e os resultados são melhores). É uma maneira de tratar sem dor, sem risco para raízes dos dentes permanentes e os ossos onde os dentes estão situados. A Ortopedia Funcional dos Maxilares pode, também, tratar de problemas da articulação temporo-mandibular. Trata dos músculos e do funcionamento correto da boca. Na ortopedia funcional podemos iniciar o tratamento durante a dentição de leite, daí ser muito raro indicarmos a extração de dentes permanentes, pois que tratamos com o crescimento natural da boca e do organismo.
Mordidas cruzadas uni ou bilaterais, crescimento insuficiente da mandíbula (parte inferior da boca), crescimento em excesso da mandíbula (pessoa ¨queixuda¨), respirador bucal, problemas/estalos na ATM, apinhamento de dentes de leite ou na troca de dentição, a falta de espaço para os dentes permanentes são sintomas mais frequentes que mostram a necessidade de procurar um especialista em Ortopedia Funcional.Os problemas funcionais e suas consequências morfológicas podem ser diagnosticados e tratados com Ortopedia Funcional dos Maxilares em idades mais avançadas, inclusive adultos. Um tratamento de Ortopedia Funcional dos Maxilares adequado vai proporcionar à pessoa melhora sensível na qualidade de vida de um modo geral, com uma melhor mastigação, com isso aproveita-se mais e melhor os nutrientes da alimentação; digestão melhor e sem dificuldades; possibilidade concreta de se alimentar fazendo uso de alimentos e não de produtos industrializados/pasteurizados/processados/picados/cozidos. Outro benefício do tratamento é a melhora da capacidade de respiração pelo nariz. O tratamento também pode influir positivamente na diminuição e mesmo no controle do ronco e da apnéia.
A ortopedia funcional dos maxilares só atende a crianças e adolescentes. A idade ideal é por volta dos 2 ou 3 anos de idade, mas os problemas funcionais e suas consequências morfológicas podem ser diagnosticados e tratados pela Ortopedia Funcional dos Maxilares em idades mais avançadas, inclusive adultos.
Os tratamentos não são terminados somente com o seu uso.

ODONTOPEDIATRIA

Odontopediatria é uma especialização da Odontologia que cuida da saúde bucal de crianças e adolescentes. Hoje sabemos que o grande medo que as pessoas têm de enfrentar a cadeira do dentista é devido às experiências negativas que tiveram quando crianças. Por esse motivo, o trabalho do odontopediatra é tão importante.

São eles os responsáveis pela higiene não só das crianças que já tem dentinhos, mas também dos bebês e das gestantes. Aliás, as mães devem procurar esses profissionais ainda durante a gravidez, enquanto ainda tem um tempinho sobrando, para se informar sobre os cuidados que devem ter a partir do nascimento.

O tratamento para crianças também requer cuidado especial. Os pequenos precisam de maior atenção e psicologia para que a visita ao dentista não vire uma tortura. O ambiente também deve ser atrativo, ajudando a criança a se sentir confiante e descontraída.

É importante que os pais conversem com o odontopediatra sobre qualquer experiência ruim que a criança tenha tido para que o profissional saiba ajuda-lo a lidar com esse medo e o tratamento ocorra da melhor maneira possível.

BIOTIPO FACIAL

Os critérios para a avaliação da tipologia facial advêm do processo de crescimento do esqueleto craniofacial, das transformações físicas consequentes e de um processo morfogênico. O crescimento craniofacial ocorre com base nas características genéticas de cada indivíduo e os traços faciais são obtidos por hereditariedade; no entanto, podem
ser adquiridos ou atenuados por uso ou desuso .É importante a visualização das diferentes medidas craniométricas na análise cefalométrica, relacionando-as ao padrão do paciente. Antes da execução do plano de tratamento, é de extrema importância a confirmação do padrão esquelético vertical da face do indivíduo e o diagnóstico preciso de quais estruturas faciais poderiam estar em desarmonia com ele. A confrontação das medidas cefalométricas de um paciente com as médias estatísticas de grupos controlo, sem considerar o padrão facial do indivíduo, traz limitações ao diagnóstico. As forças e os fatores do crescimento podem agregar-se a padrões verticais da face com
variações do perfil. Os tipos de face possuem diferentes padrões de musculatura e de desempenho das funções orais. A tipologia facial identifica, por isso, a variação da forma do esqueleto craniofacial, resultando nos diversos tipos faciais, longo, médio e curto, cujas características musculares e funcionais são inerentes ao domínio da direção de crescimento.

Dolicofacial: possui uma face longa, cabeça ovalada, comprida e estreita e tendência à retrusão mandibular. A musculatura elevadora da mandíbula é mais delgada e o tipo mais comum de má oclusão é a mordida aberta esquelética Denominado pela ortopedia de padrão lépto Já pela ortodontia é chamado padrão dólico  Tendência de crescimento facial para  baixo Quase sempre apresenta mordida  aberta Musculatura: elevadores pouco desenvolvidos  Mandíbula: angulo mandibular mais    aberto com tendências para classe III    e mordida aberta.
Maxila estreita e menos desenvolvida. Altura facial aumentada .Quase sempre é respirador bucal .Estatura; quase sempre são indivíduos   altos e magros. Vamos chamá-lo de face longa.
Braquifacial: possui uma face curta, cabeça mais arredondada, mais curta e ampla e o complexo nasomaxilar posiciona-se mais posteriormente. A musculatura elevadora da mandíbula é espessa e a sua inserção no corpo da
mandíbula é ampla e com tendência à presença de sobremordida; Denominado pela ortopedia de padrão dólico. Já pela ortodontia é chamado padrão braqui.  Tendência de crescimento facial para    frente; Quase sempre apresenta mordida    profunda; Musculatura: elevadores muito    desenvolvidos  Principalmente os masséteres Mandíbula: angulo mandibular mais  fechada. Altura facial reduzida. Quase sempre é respirador nasal; Estatura mediana ou baixa e aspecto    musculoso. Vamos chamá-los de face larga
Mesofacial:  apresenta uma face média e um padrão de crescimento equilibrado e com boa relação entre os maxilares, normalmente apresentando arco dentário oval ou médio. Denominado tanto pela Ortodontia como pela Ortopedia  de padrão meso  Tendência de crescimento facial    médio; Musculatura: elevadores bem  desenvolvidos; Mandíbula quase sempre bem    posicionada;  Maior tendência à classe I.  Altura facial intermediária; Estatura quase sempre mediana ou  alta. Normalmente é o padrão facial que melhor responde ao estímulo ortodôntico e ortopédico funcional

 

 

ARCADA DENTÁRIA

DENTES DECÍDUOS (DENTE DE LEITE)

A formação do dente de leite começa por volta do quarto mês de gestação. Perto do fim do sexto mês do feto todos os dentes de leite já iniciaram o seu desenvolvimento. Nos primeiros anos aparece a dentição decidual ou de leite e mais tarde a dentição permanente.
Os incisivos centrais inferiores são os primeiros dentes de leite a aparecer na boca por volta dos 6 meses. São seguidos mais ou menos um mês mais tarde pelos incisivos centrais superiores. Passam então cerca de 2 meses até ao surgimento dos incisivos laterais superiores. Os incisivos laterais inferiores emergem um pouco antes dos laterais superiores. Os dentes inferiores precedem os superiores, e os dentes em ambas as arcadas (maxilar superior e mandíbula), aparecem aos pares, um esquerdo e um direito. Com a idade de 1 ano ou mais tarde, erupcionam os primeiros molares de leite. Os caninos deciduais aparecem por volta dos 16 meses. Por último surgem os segundos molares. Quando a criança atinge os 2 ou 2 anos e meio de idade, é de esperar que todos os dentes de leite estejam já em uso.

A ordem usual na erupção dos dentes de leite na boca .
a) incisivos centrais
b) incisivos laterais
c) primeiros molares
d) caninos
e) segundos molares
Os dentes mandibulares normalmente precedem os do maxilar superior na sua ordem de surgimento. Quando completa, a dentição decidual é composta por 20 dentes de leite (10 superiores e 10 inferiores).
De salientar que na dentição de leite não há pré-molares, só molares de leite.
O período entre os 2 anos de idade até os 6 anos é o momento da vida criança em que ela estará literalmente utilizando todos os seus dentes de leite. Este momento da vida infantil é interrompido com a queda dos primeiros dentes de leite para iniciar a troca destes por dentes permanentes. Este processo geralmente ocorre a partir da queda dos incisivos centrais inferiores decíduos que serão substituídos pelos incisivos centrais inferiores permanentes. E este momento é um marco na vida de uma criança que começa a perceber as transformações que seu corpo terá nos próximos anos. A troca dos dentes deve ocorrer de maneira natural preferencialmente, sem a necessidade de remover dentes de leite antes do tempo correto a não ser que por algum motivo realmente importante seja necessário. Esses motivos costumas estar associados a presença de cáries nos dentes, principalmente os molares que que são os últimos dentes da arcada dentária. Estes dentes tem grande importância e não podem ser negligenciados levando a sua perda precoce.
Por vezes existe a necessidade de extração do dente de leite, por forma a abrir caminho ao dente definitivo. Veja quanto pode custar este procedimento odontológico.
O dente de leite cai (fica mole, expressão popular) porque a sua raiz foi destruída pelo dente permanente que está por baixo. Se não existir o dente permanente, então o dente de leite fica na boca. Por vezes o dente permanente ou definitivo está mal posicionado e não faz cair o dente de leite. Sempre que um dente de leite fica na boca para lá do tempo razoável, é razão para verificar o que está acontecendo dentro do osso. Uma radiografia panorâmica dental revela facilmente porque o dente de leite não cai. Se o dente definitivo não nasce porque não existe, então o de leite não vai cair.
Após a queda de um dente de leite é de esperar três a seis meses até que o dente permanente apareça. No entanto é preciso quase um ano para ele erupcionar totalmente.
Qual a diferença entre dente de leite e dente permanente? – O dente de leite é mais pequeno, mais claro e tem outras diferenças que não são percebidas de imediato como menor camada de esmalte, maior câmara pulpar e raiz mais estreita. Uma boa maneira de reconhecer os dentes permanentes quando nascem (os incisivos) é pela serrinha ou o bordo incisal.

DENTES PERMANENTES

A arcada dentária adulta do ser humano é composta por normalmente 32 dentes. Os dentes são divididos em incisivos, caninos, pré-molares e os molares. Os quatro dentes da frente, tanto inferior quanto superior, são conhecidos como incisivos.

Os caninos que são os dentes considerados mais resistentes da arcádia dentária localizados logo após os incisivos, eles também são conhecidos como “presas”. Os dentes maiores, “achatados” são os pré-molares e molares somando o total de 20 dentes

O conjunto de dentes que são conhecidos como anteriores, ou seja “da frente”, vão de canino á canino e somam o total de 12 dentes. A arcada dentária recebe esse nome pois o conjunto de dentes, posteriores e anteriores estão apoiados nos ossos maxilares em forma de arco.

Cada dente tem uma função específica, dando início junto às glândulas salivares ao sistema digestório. A falta de qualquer que seja, pode causar uma disfunção digestivas  prejudicando a saúde do indivíduo, sem falar na questão estética.

PULPOTOMIA EM DENTES DECIDUOS

É uma técnica em que se remove a polpa coronária, quando a lesão não chega a atingir a polpa radicular, com a finalidade de manter com vitalidade a mesma. Esta técnica permite manter na cavidade bucal os dentes decíduos comprometidos endodônticamente até o período de esfoliação fisiológica. Alguns fatores influenciam na indicação da pulpotomia.

1. Anestesia;
2. Isolamento absoluto;
3. Remoção da dentina cariada;
4. Remoção do teto da camâra pulpar;
5. Excisão da polpa coronária com curetas afiadas ou broca esférica lisa. Cortar a 0,5 mm abaixo da entrada dos canal(is) radicular(es);
6. Lavagem abundante da ferida cirurgica (água destilada, soro fisiológico ou detergente específico);
7. Hemostasia espontânia e secagem da cavidade com bolinha de algodão estéril.
8. Aplicação da solução de corticosteróide-antibiótico por 10 a 15 minutos.
9. Aplicação do hidróxido de cálcio puro pró-analise (ele deve estar em contato com a polpa para agir) e cimento para combrir o hidróxido de cálcio ou aplicação de uma camada de MTA;
10. Remoção do excesso de material das paredes laterais.
11. Colocação da restauração provisória ou imediata

APICECTOMIA

É uma cirurgia que tem por finalidade a remoção de uma lesão que se forma no ápice (ponta da raiz do dente). Nesta cirurgia, além da remoção da lesão remove-se também a ponta da raiz (cerca de 3 mm) que é onde se encontram o maior número de variações anatômicas que podem conter os microrganismos responsáveis pela infecção.Após remoção da ponta da raiz, realiza-se um selamento da estrutura remanescente para prevenir futuras recidivas.
Nessa região da raiz, existe um orifício pelo qual passam vasos e nervos que vão nutrir a polpa dentária. Quando a polpa está infectada, a região do ápice também poderá estar infectada e aí se forma um processo inflamatório.
Muitas vezes, ela é assintomática, de desenvolvimento gradual e lento, provocando destruição óssea da região. Na maioria das vezes, apenas com a radiografia essa lesão poderá ser percebida.

GENGIVECTOMIA OU GENGIVOPLASTIA

A gengivoplastia é um procedimento cirúrgico odontológico que tem como finalidade refazer o contorno da gengiva nos dentes e geralmente é realizado no próprio consultório do dentista. A especialidade que trata desse problema estético é a Periodontia. Esse procedimento é bem simples e normalmente é acompanhada de outro procedimento cirúrgico chamado gengivectomia, que consiste na remoção de parte do tecido gengival, para expor melhor os dentes.  O paciente só precisa fazer exames de rotina como a radiografia e o exame de sangue. Se não houver nenhuma complicação, a cirurgia é autorizada. O pré-operatório consiste em uma limpeza local e, se necessário, uma raspagem. A operação também costuma ser bastante tranquila, rápida e indolor. Aplica-se anestesia local e com um bisturi elétrico e/ou equipamentos cortantes refaz-se o contorno das gengivas. O tempo da cirurgia varia de acordo com a quatidade de dentes que irão ser trabalhados. O pós-operatório é de aproximadamente uma semana a dez dias. Neste período de recuperação é colocada uma massa protetora no local para que o paciente se alimente normalmente, sendo que, com a massa protetora o paciente não sente dor alguma, apenas poderá ocasionar um leve incômodo. A mudança é evidente logo após a operação, no entanto, é possível avaliar melhor o resultado final apenas uma semana depois, quando a gengiva está totalmente cicatrizada. Após esse período, já é possível verificar uma melhora inclusive na auto-estima dos pacientes, que passam a sorrir com mais naturalidade e felicidade.

Apesar de ser um procedimento simples, é preciso avaliar com bastante cautela um bom periodontista, o qual deve ser hábil e muito cuidadoso, ter boa formação e experiência, para que assim o resultado seja o melhor possível.q48h

ALVEOLITE

É a infecção ou a inflamação do alvéolo, que é a parte do osso mandibular ou maxilar onde se aloja o dente. Esta doença também é conhecida como Osteíte pós-operatória. Os tipos de alveolite são a seca e a purulenta (com pus); Na seca devido à ausência de coágulo de sangue após a extração do dente, normalmente de difícil manobra cirúrgica, ou quando há fratura durante o ato, o alvéolo fica “seco”. Já na purulenta acontece, quase sempre, posterior à alveolite seca devido à infecção do alvéolo, com produção de secreção purulenta.
A alveolite purulenta deixa um odor muito forte devido à presença do pus. A alveolite seca dói muito porque as terminações nervosas do alvéolo ficam expostas, a simples passagem do ar aspirado já é suficiente para causar muita dor.
As causas que podem ocasionar tais fatores :Falta de ponto cirúrgico, após a extração do dente, propiciando a perda do coágulo mais facilmente.O bochecho feito pelo paciente nas primeiras 24 horas após a extração do dente, fazendo com que, remova a proteção natural do alvéolo representada pelo coágulo do sangue. Dentes fraturados durante a extração. Pode ser ocasionada quando o alvéolo for manipulado pelo profissional com instrumento não esterilizado.

Tratamento:
◾Anestesia local por bloqueio;
◾Irrigar o alvéolo abundantemente com soro fisiológico ou clorexidina;
◾Na alveolite seca é ideal aplicar uma pasta medicamentosa no interior do alvéolo. Na úmida a utilização de uma cureta para a remoção dos restos necróticos é fundamental.
◾Reavaliação em 48 horas;
◾Prescrição de analgésicos de ação periférica a cada 4 horas (Paracetamol, Dipirona…)
◾Antibióticos só devem ser utilizados em casos onde ocorra a presença de sinais de disseminação local ou manifestação sistêmica do processo infeccioso.