CURIOSIDADES

A HISTORIA DA PERERECA.

 

Logo que começou a trabalhar em meu consultório, minha ex-secretária, Testemunha de Jeová destas que aos domingos visita casas em pregação*, entrou em minha sala completamente desconsertada. Olhava para o telefone, olhava para a minha cara, saia da minha sala, ia para a sala da minha amiga, voltava…

Terminei meu atendimento e fui atrás da menina para saber o motivo da inquietação:

– O que houve?

– ? que a dona “Maria” ligou. (Paciente da minha amiga, que estava solteira)

Faço cara de “e???”

– Ela quer que… (sinal de pinçamento com os dedos)

– Que marque horário para ajustar a prótese dela?

– Não! err, não sei, ela falou uma outra coisa… (uma cara vermelha cresce em minha frente)

– O que ela falou?

– Falou que era pra apertar a.. a… a…….

– A perereca dela? (rindo da vergonha dela)

A menina quase morreu e voltou! Eu caí na risada.

– Muitos pacientes chamam a prótese provisória de “perereca“, porque às vezes não para na boca. Aí de vez em quando eles pedem para ajustar o grampinho e ficar firme de novo.

– Aaahhhhh, entendi (mas a cara vermelha continuou)


Vezes fico imaginando a cena dela contando pra mãe (igualmente religiosa) que a paciente da dentista queria que apertasse a perereca dela, risos! No melhor duplo sentido possível!

 

HISTORIA DA SANTA DOS DENTISTAS- SANTA APOLÔNIA.

Santa Apolônia viveu no tempo do império romano por volta do ano 249. Era o tempo do imperador Felipe, que foi derrotado por Décio. Este tornou-se um dos mais cruéis perseguidores dos cristãos. Apolônia era filha de um rico magistrado de Alexandria, cidade importante do Egito, então sob o domínio do império Romano. Apolônia teve sua história contada pelo então Bispo de Alexandria, São Dionísio, em cartas ao Bispo Fabio de Antioquia.
Na sétima investida do Imperador Décio contra os cristãos, ela foi capturada. Como Décio sempre fazia, Apolônia foi obrigada a renunciar a sua fé cristã pelas forças do império. Além disso, foi obrigada a prestar culto aos deuses romanos e a obedecer o Imperador. Santa Apolônia, porém, firme na fé e tomada por uma coragem impressionante, negou-se a obedecer. Por isso, ela passou a sofrer terríveis torturas em praça pública, diante de todo o povo, que se impressionava com tudo o que via
Em meio às grandes torturas que sofreu sem negar sua fé, Santa Apolônia teve seus dentes arrancados por pedras afiadas. Mesmo sofrendo a dor lancinante de ter seus dentes quebrados, ela não renunciou à sua fé em Jesus Cristo. Ao ver sua firmeza na fé, os carrascos quebraram sua face com pancadas. Em seguida, foi condenada a morrer queimada. Depois de sua morte, seus dentes foram recolhidos e levados para vários mosteiros. Existe um dente e um pedaço de sua mandíbula no Mosteiro de Santa Apolônia em Florença, Itália
Depois de todos os sofrimentos pelos quais tinha passado, Santa Apolônia ainda reunia forças para mostrar a todos sua fé inabalável. Assim, mesmo amarrada, ela própria se jogou na fogueira onde morreria, dizendo que preferia a morte a renunciar sua fé em Cristo Jesus. Deus, porém, protegeu Santa Apolônia e ela escapou ilesa da fogueira. Muitos dos presentes se converteram ao presenciar este fato. Então os algozes lhe deram vários golpes de espada e lhe deceparam a cabeça. Santa Apolônia faleceu no ano de 249.
Mais tarde Santo Agostinho explicou que esse ato de Santa Apolônia foi inspirado pelo Espírito Santo, como um ato de coragem ao enfrentar todas as forças da época em nome de Jesus Cristo.
Santa Apolônia foi canonizada no ano 300. Seu culto é mais conhecido e divulgado na Europa, principalmente na Alemanha, França e Itália. Sua festa litúrgica é realizada no dia 9 de fevereiro. Ela é padroeira da Odontologia e dos cirurgiões-dentistas, dos que sofrem de dores na boca e problemas nos dentes.
Por ter tido os seus dentes arrancados ela é representada por uma imagem de uma senhora com vestes simples, adornada de um véu. Tem a seus pés uma palma e um fórceps na mão segurando um dente.

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