HALITOSE

A halitose é uma alteração do hálito que o torna desagradável, podendo significar ou não uma mudança patológica. É um sinal indicativo de que alguma disfunção orgânica (que requer tratamento) ou fisiológica (que requer apenas orientação), esteja acontecendo. A halitose não significa apenas uma doença, mas também, uma alteração das condições fisiológicas como por exemplo a halitose matinal, que a maioria das pessoas têm. A halitose em geral é um problema de saúde com consequências sociais e econômicas, morais e psicoafetivas serias. A halitose também é conhecida como hálito fétido, mau hálito, fedor da boca.
A halitose geralmente está associada à existência de cáries e a má higiene bucal, porém pode ter outra origem como a respiratória, (sinusite e amidalite) digestiva, (erupção gástrica, dispepsia, neoplasias e úlcera duodenal) e a de origem metabólica e sistêmica (diabetes, enfermidades febris, alterações hormonais, secura da boca, estresse).
Descrevem-se, a seguir, as diversas causas associadas à halitose:
1. Halitose fisiológica (da manhã)
2. Dieta
3. Desidratação
4. Hipossalivação
5. Stress psicológico
6. Alterações morfológicas da língua
7. Halitose essencial
8. Língua saburrosa
9. Próteses porosas
10. Higiene oral deficiente
11. Doença periodontal
12. Cárie dentária
13. Cicatrização de feridas cirúrgicas
14. Neoplasia
15. Estomatite
16. Quisto dentígero
17. Miíase
18. Amigdalite
19. Faringite
20. Sinusite
21. Patologia das adenóides
22. Patologia das fossas nasais
23. Presença de corpos estranhos
24. Ingestão de alimentos com odor intenso
25. Tabagismo
26. Medicamentos
27. Absorção de substâncias pela pele ou mucosas
28. Hipoglicemia
29. Alterações intestinais
30. Alterações hepáticas
31. Alterações pulmonares
32. Alterações renais
33. Alterações gástricas
34. Diabetes
35. Hipertermia
36. Febre reumática
37. Distúrbios neuro-psíquicos
38. Reticuloendotelioses não lipídicas
39. Escorbuto
40. Doenças raras
– Magroglobulinemia
– Herpes simples
– Hemofilia
– Doença de Von Willebrand
– Crioglobulinemia
– Anemia aplástica
– Policitemia vera
– Agrunolocitose
– Leucemia
– Mononucleose
– Púrpura trombocitopénica
– Trombocitemia
– Sífilis
– Doença exantemática
– Hemorragia interna
– Granuloma eosinofílico
– Doença de Letterer-Siwe
– Doença de Hand-Schüller-Christian
– Granulomatose de Wegner
– Noma oro-facial

Prevenção:

1. Realize diariamente, após as refeições, uma boa higienização dos dentes com o uso do fio-dental e escova macia. É muito importante a prevenção às doenças, ou seja, aprender a técnica correta de escovação com o cirurgião dentista.

2. Fazer a limpeza da língua delicadamente com uma técnica adequada, que deve ser selecionada de acordo com o seu grau de formação de saburra lingual.

3. Fazer refeições regulares, a cada 3 horas, dando preferência a alimentos fibrosos, para estimular uma maior produção de saliva.

4. Tomar no mínimo 2 litros de líquido diariamente, pois isso aumenta a produção de saliva e hidrata o organismo e a boca, prevenindo a formação de placa bacteriana.

5. Não utilizar enxaguatórios bucais com álcool, que ressecam a boca e induzem a formação de placa bacteriana.

6. Controlar seu nível de estresse com alimentação saudável, exercícios físicos regulares e uma rotina de lazer e/ou relaxamento.

7. Se ocorrer sangramento em sua gengiva ao escovar os dentes ou utilizando o fio dental, procurar um Cirurgião Dentista. Se o problema for somente a Gengivite, aprender a técnica correta de escovação resolverá o problema; entretanto, se houver doença periodontal, é fundamental procurar ajuda especializada, com um especialista em Doenças da gengiva (Periodontista).

8. Evitar o consumo excessivo de alimentos que possam alterar o odor do hálito (alimentos odoríferos):
alimentos com alto teor de proteína e gordura animal (salame, mortadela, etc.);
alimentos com alto teor de enxofre (repolho, couve flor, etc., além de alho e cebola crus ou em excesso);
Evitar o consumo excessivo de café e de bebidas alcoólicas, especialmente se estiver estressado(a) ou ansioso(a).

ESTOMATITE BUCAL

 

Estomatite é um termo geral usado para designar doenças ou inflamações da cavidade bucal, que podem ter causas diversas.
“Estômato”, palavra de origem grega, significa “boca”. A estomatite diz respeito a inflamações provocadas por vírus que, no geral, acometem mais crianças e são caracterizadas pelo surgimento de lesões na boca, febre e dor.

A Estomatite Herpética causada pelo Herpes vírus homines. Ela normalmente ocorre como uma estomatite herpética aguda (ou gengiva estomatite), uma manifestação bucal do herpes simples primário visto principalmente em crianças e adolescentes.

A Estomatite Aftosa é a inflamação da mucosa da boca, pode afetar as bochechas, gengivas, língua, lábios e palato.
A úlcera aftosa recorrente é uma doença sem uma causa conhecida que pode causar pelo menos uma úlcera dolorosa e superficial nas membranas mucosas.

A Estomatite Micótica (também chamada de candidíase oral) é uma infecção por cândida na boca e outras áreas da boca.

Nos recém-nascidos podem ocorrer especialmente após um ciclo de antibióticos.
Aqueles com um sistema imunológico fraco são mais suscetíveis a estomatite.

A Gengivoestomatite é caracterizada pela inflamação das gengivas (gengivite) e é causada pelo vírus herpes simplex.

A Estomatite de Nicotina é causada pela fumaça de cigarro, charuto e cachimbo. Podem ser identificados pela presença de protuberâncias vermelha no palato. Tratamento de Estomatite

O tratamento para estomatite depende muito da causa. Em caso de infecções virais, o tratamento pode concentrar-se na prescrição de medicamentos antivirais, na adoção de uma dieta baseada em líquidos (para reduzir a irritação dentro da boca) e analgésicos tópicos que podem ser aplicados na boca e que ajudam a amenizar a dor.

Corticosteroides também podem ser indicados para reduzir a inflamação causada pela estomatite. Em caso de infecções bacterianas, o médico poderá prescrever antibióticos.

Medicamentos para Estomatite
Os medicamentos mais usados para o tratamento de estomatite são:
•Brometo de Pinavério 100mg
•Brometo de Pinavério 50mg
•Gingilone
•Hexomedine

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula

XEROSTOMIA OU BOCA SECA

A xerostomia é causada por uma disfunção das glândulas salivares, em que estas produzem menos saliva, causando o sintoma de secura na boca. A falta de saliva pode causar vários problemas, pois esta serve como proteção para nossos dentes, gengivas e mucosas da boca.
Existem vários fatores que podem causar a doença. Além de efeitos colaterais de drogas a doença também pode vir com a idade. A hipertrofia senil das glândulas salivares, muito comum entre os idosos, causa a xerostomia e também a halitose. Outro fator é a radiação do raio-x que pode afetar a função das glândulas e causar a doença.

A doença também pode estar relacionada a uma disfunção do sistema endócrino, principalmente pela Síndrome de SJÖGREN e também pela aplasia das glândulas salivares, isto é, pela ausência de desenvolvimento destas.

Outras causas da doença são: respiração bucal crônica causada pela adenoide, fumo excessivo, ingestão inadequada de líquidos, uso excessivo de alimentos condimentados, doenças sistêmicas e metabólicas em conjunto com desidratação e febre alta, doenças de MIKULICZ, síndrome de HEERFORDT, distúrbios emocionais e má higiene bucal.
Pacientes com xerostomia leve apresentam secura na boca durante o dia, porém também há os pacientes com um grau elevado da doença e que possuem uma diminuição acentuada da saliva ou até a ausência desta.

A xerostomia pode não ser considerada uma patologia nos casos de uso de drogas como a atropina e anti-histamínicos ou em caso de bloqueio de um ducto salivar por um cálculo.

Entre os sintomas causados pela doença em estado crônico estão a cárie dentária aguda e problemas periodontais, podendo causar a perda do dente. O paciente pode também apresentar dificuldade para usar dentaduras e incômodos com aparelhos protéticos.

A saburra, placa esbranquiçada no dorso da língua, também pode ser causada pela xerostomia. Com a doença, a saliva se torna mais viscosa e ocorre uma maior precipitação da saburróide na língua, causando o mau hálito
O tratamento depende da origem da doença. Deve-se procurar a causa da disfunção das glândulas e tentar solucionar o problema. Um controle da dieta e uma higiene bucal rígida são recomendadas.

Para aliviar os sintomas e para tentar reativar a função das glândulas se recomenda gomas de mascar e tabletes de fosfato de cálcio. Em casos mais sérios é necessário o acompanhamento de um cirurgião dentista em um tratamento químico. O médico usará o sialogogo (sialogogos mecânicos são dispositivos de silicone destinados a estimular a produção de saliva mediante a mastigação. ) para avaliar se as glândulas tem condições de se regenerarem sozinhas. Caso isso não seja possível, será necessário o uso de saliva artificial para que o paciente não desenvolva os problemas acarretados pela doença.

BRIDECTOMIA E FRENECTOMIA

BRIDECTOMIA

As bridas gengivais são dobras da membrana mucosa constituídas por fibras musculares e que estão localizadas por vestibular na cavidade oral. A inserção anormal das bridas pode levar a perturbações anátomo-funcionais, como o afastamento da margem gengival do dente, caracterizando as recessões gengivais. Ainda, problemas como diminuição da qualidade e quantidade de gengiva ceratinizada inserida, diminuição do fundo do vestíbulo e dificuldade de higienização local, favorecendo acúmulo de placa e predispondo a área à doença periodontal, entre outros agravos. Devido tais fatores, torna-se imprescindível o tratamento cirúrgico para a sua remoção, a fim de alcançar adequada inserção da brida .
FRENECTOMIA
O aspecto normal do freio labial, no adulto, é uma prega fina, triangular, de base voltada para cima, em lâmina de faca (prega de mucosa) que tem uma origem relativamente profunda no interior do lábio superior, estendendo-se para trás e para cima, indo se inserir na porção mediana da vertente vestibular do processo alveolar e terminando em um ponto a 4 ou 5 mm acima do septo gengival interproximal, entre os incisivos centrais.

Maxila:

Da linha mediana estendendo-se do lábio superior à mucosa gengival, entre os incisivos centrais.

Mandíbula:

Na linha mediana, estendendo-se do lábio inferior à mucosa gengival, entre os incisivos centrais.
Em qualquer posição lateral à linha mediana tanto na maxila quanto na mandíbula, estendendo-se da bochecha à mucosa gengival.
Na linha mediana estendendo-se da superfície inferior da língua ao assoalho da boca.

CONTENÇÃO ORTODÔNTICA

A contenção ortodôntica fixa tem a função de manter os dentes em posição após a retirada do aparelho ortodôntico.

Os dentes anteriores da arcada inferior costumam sair da posição com certa facilidade, por isso o uso de contenção fixa inferior é padrão .

A contenção é feita com um fio de aço bem fino colado nas faces linguais dos dentes, ou seja, nas faces internas. Desta forma temos a certeza de que nenhum destes dentes sairá da posição e ao mesmo tempo o dispositivo fica totalmente invisível.

Existe a opção de trabalhar com a contenção reta ou com a higiênica.

A contenção reta é mais simples. Um segmento de fio ortodôntico de aço é adaptado às faces linguais dos seis dentes anteriores inferiores, indo horizontalmente de um canino ao outro.

Contenção ortodôntica reta

Contenção ortodôntica reta

Quando o arco está perfeitamente ajustado aos dentes, é então colado usando-se resina composta.

Para a colagem da contenção ortodôntica fixa são usadas pequenas porções de resina em cada dente. É importante que a quantidade de material seja suficiente para a fixação do fio ao dente, mas deve haver um cuidado com o excesso de resina para que não dificulte a higienização depois da contenção completamente colada.

Em relação à higienização é necessário frisar que a contenção reta impede a passagem livre do fio dental. Ou seja, será necessário o uso de um passa-fio , afim de limpar aquela parte do esmalte que fica em contato direto com a gengiva ( por sinal é a mais importante para evitar gengivite).

Por outro lado esta contenção reta é bem mais simples de ser confeccionada e, normalmente, mais confortável para o paciente pois fica bem justa nos dentes, como pode ser observado na imagem abaixo:

contenção fixa - como usar passa-fio 1

O passa-fio deve ser conduzido seguindo a linha pontilhada. De fora para dentro da boca e por baixo do fio da contenção fixa.

Contenção fixa - como usar passa-fio 2

O passa-fio é como uma agulha de costura feita de plástico que ajuda na passagem do fio dental por baixo da contenção.

Contenção fixa - como usar passa-fio 3

Depois que o fio está posicionado, deve ser tracionado contra o dente que será limpo, com movimentos verticais, subindo e descendo pela face do dente. Repetir a operação nos outros espaços.

 

A contenção higiênica foi desenvolvida para permitir a passagem do fio dental sem a necessidade de acessórios como o passa-fio.

Esta contenção também é confeccionada com fio de aço ortodôntico, mas com um desenho ondulado em que o fio desce na direção da gengiva nos intervalos entre os dentes e depois sobe para o ponto onde será colada.

Contenção ortodontica higienica

Contenção ortodôntica higiênica

É bem mais difícil de se confeccionar e também de se colar. E é muito importante que fique bem posicionada para que permita a passagem do fio dental. Quando isso ocorre, fica realmente muito mais fácil higienizar os dentes.

Contudo a contenção higiênica pode ser menos confortável que a contenção reta por conta do desenho ondulado que pode incomodar a língua.

Ironicamente esta contenção pode reter mais resíduos de alimentos que a reta. Ou seja, é higiênica por ser mais fácil de limpar com fio dental, mas pelo seu desenho, acaba prendendo mais resíduos alimentares.

APARELHOS CONTENÇÃO REMOVIVEIS.

São confeccionados com profissionais da área de prótese dentaria e recomenda-se usar apenas no horário noturno ( dormir), em casos de pacientes durante o período integral.

São bem adaptados e usa-se direto , para que os dentes não voltem na posição anterior.    Os dentes antes do tratamento estão em um estado de equilíbrio entre forças oclusais e musculares. Quando “quebramos esse equilíbrio” reposicionando os dentes, devemos nos atentar às forças musculares tanto de lábio, bochechas e língua, quanto aos hábitos comportamentais do paciente, para que, se preciso, sejam trabalhadas essas funções para readaptá-las à nova posição. Por exemplo, pacientes com deglutição atípica, interposição de lábio, interposição de língua, entre outros. Se essa para função não for corrigida, estaremos lutando contra o nosso tratamento e estabilidade.

Outro fator importantíssimo é respeitar a oclusão (engrenamento dos dentes). Esse encaixe dos dentes, deve respeitar inúmeras questões. Principalmente quanto aos pontos de contato entre os dentes, bem como as corretas guias de desoclusão (quando mexemos a mandíbula, falando e mastigando, precisamos respeitar o contato entre determinados dentes para guiar esses movimentos). Esses pontos de contato e guias vão atuar como uma estabilidade recíproca entre as arcadas, minimizando a tendência que esses dentes têm em se movimentar.

 

PERIODONTITE OU PIORREIA E GENGIVITE

A periodontite ou doença periodontal, popularmente conhecida como piorreia, é uma infeção bacteriana que envolve o periodonto (tecidos de suporte dos dentes). É uma patologia oral bastante frequente. Cerca de 50% dos adultos apresentam problemas periodontais.

É uma doença que se característica como um conjunto de condições inflamatórias, de caráter crônico, e de origem bacteriana, que começa afetando o tecido gengival e pode levar, com o tempo, à perda dos tecidos de suporte dos dentes.

Os microrganismos responsáveis por esses eventos estão presentes na placa bacteriana dental. A doença periodontal pode comprometer tanto os tecidos de suporte (gengiva) como os de sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso) dos dentes.

Este processo caracteriza-se pela perda de inserção do ligamento periodontal e com a consequente destruição dos tecidos ósseos adjacentes. A continuidade e evolução deste processo levará à perda dos dentes,devido ao acúmulo de tártaro, à inflamação destas estruturas, com seu comprometimento e destruição, pela ação bacteriana, colaborando para a formação de bolsas periodontais que levam à mobilidade dentária. A doença periodontal tem o seu desenvolvimento mais acelerado em pacientes diabéticos, imunossuprimidos e em fumantes.

A doença periodontal geralmente é indolor e você pode não saber que tem um problema até que suas gengivas e osso de suporte estejam seriamente comprometidos. A boa notícia é que as doenças periodontais podem frequentemente ser tratadas nos estágios iniciais com raspagem e alisamento radicular. Durante um exame clínico, o dentista examina suas gengivas para verificação de problemas periodontais. Um instrumento chamado de sonda periodontal é usado para medir delicadamente a profundidade dos espaços entre seus dentes e gengivas.

No bordo da linha da gengiva, o tecido gengival saudável forma um sulco bastante raso com formato em “V” (chamado de sulco gengival) entre o dente e a gengiva. A profundidade do sulco normal deve ser de 2 mm ou menos. Nas doenças periodontais, o sulco se desenvolve em uma bolsa mais profunda que acumula mais bactérias provenientes da placa e é difícil de manter limpa.

Em caso de diagnóstico de doença periodontal, seu dentista pode realizar o tratamento ou pode encaminhá-lo para um periodontista, que é um dentista especializado no diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças periodontais. O tratamento geralmente depende do grau de progressão da doença e da resposta do seu corpo à terapia.

Raspagem e alisamento é um método de tratamento da doença periodontal usado quando as bolsas são maiores do que 2 mm. A raspagem é usada pra remover a placa e o tártaro ou cálculos dentários que estão abaixo da linha da gengiva. Um anestésico local pode ser aplicado para reduzir o desconforto.

Utilizando um instrumento chamado de raspador ou um limpador ultra-sônico, o dentista cuidadosamente remove placa e tártaro de toda a profundidade de cada bolsa periodontal. As superfícies da raiz do dente são, então, alisadas ou planificadas. Esse procedimento permite que o tecido gengival cicatrize e também dificulta o acúmulo de placa sobre as superfícies radiculares.

Seu dentista pode recomendar, prescrever e administrar medicações para ajudar a controlar a infecção e dor ou para facilitar a cicatrização. Numa consulta de acompanhamento, o dentista verifica a cicatrização das gengivas e a diminuição das bolsas periodontais. Quando persistem bolsas maiores do que 2 mm após o tratamento, medidas adicionais podem ser necessárias.

Você receberá instruções sobre os cuidados a serem tomados com os dentes e as gengivas que estão cicatrizando. Manter uma boa higiene bucal e fazer acompanhamento continuado com o dentista por toda a vida, são importantes para ajudar a evitar a doença periodontal e a possibilidade de  sua recorrência.

 

GENGIVITE

A gengivite é a inflamação da margem gengival que pode progredir e afetar os ossos que permeiam e suportam os dentes. As três etapas de gengivite – da menos severa até a mais severa – são: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A gengivite pode não apresentar dor, então é importante ficar atento a qualquer um dos sintomas a seguir:

  • Gengiva inchada, vermelha, sensível ou com sangramento
  • Gengiva que recua ou se afasta do dente
  • Mau hálito persistente ou gosto ruim na boca
  • Dentes soltos
  • Pus visível em torno dos dentes e gengiva

ESPLINTAGEM PERIODONTAL

A doença periodontal atinge uma grande parte da população adulta. Por ter sintomas silenciosos a maioria das pessoas espera chegar a um estágio avançado da doença para depois se preocuparem em buscar tratamento, encontrando um quadro normalmente irreversível, uma vez que a perda óssea já se encontra em um nível avançado. Com o objetivo de demonstrar as vantagens da imobilização de dentes periodontalmente comprometidos ,com mobilidade causada pela doença periodontal e com agravante perda óssea. Após controle da doença periodontal com persistente mobilidade dental é realizado a esplintagem com preenchimento dos diastemas em resina composta fotopolimerizável. Ao final do tratamento ainda no período de proservação a uma melhora nos aspectos periodontais, funcionais e estéticos que junto ao nível de satisfação da paciente e o sucesso clínico obtido podemos concluir que o tratamento
de esplintagem é uma técnica confiável e apresenta excelentes

ULOTOMIA E ULECTOMIA

Ulotomia é o procedimento cirúrgico mais simples a ser realizado na criança. Consiste apenas em uma incisão na gengiva para liberar o processo de erupção do dente permanente. Isso é necessário quando a gengiva que cobre o dente é resistente e não rompe espontaneamente.

Ulectomia

Ulectomia é um procedimento semelhante à ulotomia. A ulectomia consiste na remoção cirúrgica de formações anormais de tecido muco-gengival sobre dentes não completamente erupcionados. Essa neoformação gengival sobre o dente ocorre devido a um estímulo inflamatório originado por acúmulo de resíduos alimentares associado a má higienização ou por trauma da criança morder em cima. Este processo acomete principalmente os molares em seu estágio de erupção. Em alguns pacientes pré-adolescentes e adolescentes isso pode ocorrer em um siso semi-irrompido, podendo repetir-se devido ao mau posicionamento do dente

ORTODONTIA

Ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos precocemente, devido à deterioração e à doença periodontal. Também causam um estresse adicional aos músculos de mastigação que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.

O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.

O especialista neste campo é chamado de ortodontista. Os ortodontistas precisam fazer um curso de especialização, além dos cinco anos do curso regular.

Como saber se preciso de um ortodontista?
Apenas seu dentista ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

Sobremordida, algumas vezes chamada de “dentes salientes” — este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, estar tocando no palato e na gengiva do arco superior.
Mordida cruzada anterior — uma aparência de “bulldog”, quando a arcada inferior está projetada muito à frente ou a arcada superior se posiciona muito atrás.
Mordida cruzada — ocorre quando a arcada superior não fica ligeiramente à frente da arcada inferior ao morder normalmente.
Mordida aberta— espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores e/ou laterais quando os dentes posteriores se juntam.
Desvio de linha mediana — ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
Diastema — falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
Apinhamento —ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.
Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?
Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.

Aparelhos fixos podem ser:

Aparelho fixo —este é o tipo mais comum de aparelho; consiste de bandas, fios e/ou braquetes. As bandas são fixadas em volta de vários dentes ou um só dente, e utilizadas como âncoras para o aparelho, enquanto que os braquetes são presos na parte externa do dente. Os fios em forma de arco passam através dos braquetes e são ligados às bandas. Apertando-se o arco, os dentes são tracionados, movendo-se gradualmente em direção à posição correta. Os aparelhos fixos são geralmente apertados a cada mês para se obter os resultados desejados, que podem ocorrer no prazo de alguns meses até alguns anos. Atualmente eles são menores, mais leves e exibem bem menos metal que no passado. Podem apresentar cores vivas para as crianças, bem como estilos mais claros, preferidos por muitos adultos.
Aparelho fixo especial — utilizados para controlar o hábito de chupar o dedo ou a língua “presa”, estes aparelhos são fixados aos dentes através de bandas. Por serem muito desconfortáveis durante as refeições, devem ser utilizados apenas como um último recurso.
Mantenedor de espaço fixo — se o dente de leite é perdido precocemente, um protetor de espaço é utilizado para manter este espaço aberto até que o dente permanente nasça. Uma banda é cimentada ao dente próximo ao espaço vazio e um fio é estendido até o dente do outro lado do espaço.
Aparelhos móveis incluem:

Niveladores — uma alternativa para os aparelhos convencionais para adultos, niveladores em série estão sendo utilizados por um número crescente de ortodontistas para mover os dentes da mesma forma que os aparelhos fixos, mas sem os fios de aço e os braquetes. Os niveladores são virtualmente invisíveis e removíveis para que o usuário possa se alimentar, escovar os dentes e passar o fio dental.
Mantenedores de espaço móveis —estes aparelhos têm a mesma função que os mantenedores fixos. São feitos com uma base acrílica que se encaixa sobre a mandíbula e têm braços de plástico ou arame entre determinados dentes que devem ser mantidos separados.
Aparelhos reposicionadores de mandíbula — também chamados de talas, estes aparelhos podem ser utilizados no maxilar superior ou mandíbula, e ajudam a “treinar” a mandíbula a fechar em uma posição mais favorável. São utilizados para disfunções da articulação temporomandibular (ATM).
Amortecedores de lábios e bochechas — são destinados a manter os lábios e bochechas afastadas dos dentes. Os músculos dos lábios e bochechas podem exercer pressão sobre os dentes e os amortecedores ajudam a aliviar esta pressão.
Expansor palatino — um mecanismo utilizado para alargar o arco da mandíbula superior. Consiste em uma placa de plástico que se encaixa sobre o céu da boca. A pressão externa aplicada sobre a placa por meio de parafusos força as juntas dos ossos do palato a se abrirem para os lados, alargando a área palatina.
Contentores móveis — utilizados no céu da boca, estes aparelhos de contenção previnem que os dentes voltem à posição anterior. Podem também ser modificados e utilizados para evitar que a criança chupe o dedo.
Aparelho extrabucal — com este aparelho, uma faixa é colocada em volta da parte de trás da cabeça, e ligada a um elástico na frente, ou um arco facial. Este aparelho retarda o crescimento da maxila e mantém os dentes posteriores onde estão, enquanto os dentes anteriores são empurrados para trás.

 

APARELHO AUTOLIGADOS

Aparelho autoligado é a tecnologia mais moderna hoje para tratamentos com aparelho fixo. Este tipo de aparelho ortodôntico, elimina a necessidade de utilização das boas e velhas “borrachinhas coloridas”. A função dessas “borrachinhas” é prender o fio do aparelho ao braquete (aquelas pecinhas que são coladas dentem a dente) e o aparelho autoligado não precisa dessas borrachinhas. Os braquetes desse tipo de aparelho são super tecnológicos e cada um deles tem uma portinha que abre e fecha. Então o dentista abre a portinha, coloca o fio lá dentro e fecha a portinha.

A eliminação do uso das borrachinhas diminui consideravelmente o atrito entre o fio e o braquete e dessa forma, o seu dentista poderá utilizar forças leves sobre os dentes e o fio poderá trabalhar mais livremente, obtendo resultados mais eficazes e mais rápidos a cada fio utilizado.  Eliminando as borrachinhas, o tratamento é mais rápido, mais eficaz e mais confortável também. Como as forças utilizadas são menores, o paciente sente um desconforto muito menor a cada troca de fio.

Além disso, esse tipo de aparelho trabalha com fios que não precisam e não devem ser trocados todos os meses. Com isso as visitas aos dentistas são menos frequentes, tendo intervalo de 8 a 10 semanas em vários momentos do tratamento.

 

APARELHO LINGUAL

O aparelho lingual é a forma mais discreta existente no mercado para a correção e alinhamento dos dentes. Similar ao aparelho tradicional, mas fixado na parte interna dos dentes. Nele, a parte frontal dos dentes fica livre de quaisquer materiais tais como braquetes e placas. A adaptação do paciente ao aparelho é bem tranquila, não machuca a língua e ainda favorece alguns movimentos dentários como expansão e correção da mordida.

O aparelho Lingual é mais procurado por adultos, mas nada impede que adolescentes acima de 13 anos também usem este modelo, desde que tenham todos os dentes permanentes presentes. Mesmo com a enorme eficácia do aparelho lingual, o tradicional ainda é mais eficiente e o tempo de tratamento é menor. Hoje com tantas novas técnicas aplicadas, esta diferença é pequena tendo em vista a vantagem estética oferecida pelo aparelho lingual. O maior diferencial ainda é o valor investido. Na verdade, o interesse pela técnica vem sendo encarada com mais cautela pelos profissionais da odontologia, já que as dificuldades técnicas tanto na montagem do aparelho quanto na sua ativação exigem um treinamento específico do profissional e a correta seleção do caso.

É muito procurado por pessoas que praticam esportes


Embora a estética seja a principal vantagem desse tipo de tratamento, pois você pode tratar seu sorriso sem que ninguém saiba disso, a ortodontia Lingual ainda traz mais benefícios.

Dependendo da direção das forças aplicadas nos dentes, a técnica obtém resultados mais eficientes e em tempos mais curtos.

CLAREAMENTO DENTÁRIO E DENTES DESVITALIZADOS

Se o sorriso é nosso cartão de visitas, nada melhor do que cuidar bem dele. Além da higiene básica, muita gente procura os tratamentos estéticos para melhorar a aparência dos dentes. Um dos procedimentos mais comuns é o clareamento dental, que pode ser realizado de duas formas: em casa ou no consultório do dentista.

Em casa
No clareamento caseiro, o qual o paciente usa um molde de silicone com gel de peróxido (que libera oxigênio e tira o pigmento do dente ) durante o sono, e retira ao acordar. O produto penetra profundamente nos dentes, promovendo um clareamento gradual. O tratamento dura, no máximo, 21 dias e deve ser acompanhado por um dentista.
Não pode passar desse período e, ao longo do processo, precisa de consultas periódicas para avaliar a continuidade

No consultório
Também é possível associar o uso do gel de peróxido ao laser, feito exclusivamente em um consultório odontológico.
Neste caso, o processo caseiro é uma ação inicial do clareamento, como se estivesse “abrindo os poros” para que o gel do laser penetre mais fácil .Devido à evolução dos produtos, não é mais necessário a utilização da luz no procedimento.
Como tem uma ação mais superficial, essa segunda opção é recomendada apenas em conjunto com o outro método. Essa associação apresenta resultados duradouros, que podem chegar aos dois anos.

Como preparar os dentes
Antes de fazer o clareamento, é fundamental fazer uma limpeza para retirada de tártaro e verificar junto ao dentista se não há inflamação nas gengivas. Pessoas com restaurações devem ficar atentas, pois o produto não age sobre elas. Portanto, deve-se considerar trocá-las antes ou depois do clareamento.

Apesar de indolor, o clareamento pode deixar os dentes mais sensíveis, gerando desconforto. Para amenizar o problema, pode-se intercalar as noites de uso do produto. Outro ponto é o uso incorreto do gel — quando ele é depositado em excesso na moldeira — que pode machucar a gengiva. Ao contrário de alguns mitos que circulam, o processo é seguro e não desgasta o esmalte.

A substância tira o pigmento de dente, mas não interfere na sua formação e não desgasta .

Cuidados durante o tratamento
Ao longo do processo, é recomendado não ingerir alimentos pigmentados como café, vinho tinto, suco de uva, beterraba, refrigerantes à base de cola e chimarrão, pois podem provocar manchas. Passado o período de tratamento, eles podem ser consumidos normalmente.

Quem pode fazer
Sem muitas contraindicações, o clareamento só deve ser evitado por gestantes, lactantes e crianças. Todo o procedimento pode ser repetido após um ano e meio ou dois anos, conforme avaliação do dentista.

Soluções caseiras nem sempre funcionam
Muito populares no mercado, os cremes dentais com efeito branqueador devem ser usados com cautela, pois podem provocar sensibilidade .

Fitas clareadoras são boas opções, mas têm efeito de curto prazo.

 

DENTES DESVITALIZADOS

Dentes realizados tratamento de canal ficam escuros com o tempo.

Decomposição da polpa coronária (parte da polpa que fica na coroa do dente). Esse acontecimento é assintomático e esses resíduos originados da decomposição acabam penetrando nos canalículos dentários, deixando ele com uma aparência mais escura. Hemorragia após a remoção pulpar. Quando o dentista faz um tratamento de canal dentário é preciso fazer uma boa irrigação da cavidade pulpar. A remoção da polpa causa hemorragia e, quando não tratada, tende a levar ao escurecimento do dente Permanência de partes da pulpar na cavidade do dente (teto da câmara pulpar, por exemplo). Essa parte em especial deve ser retirada completamente para que não ocorra o escurecimento do dente.Longo contato de substâncias (medicamentos de uso intra-canal) com a dentina. Se esse contato com a dentina é muito longo, essas substâncias penetram nela, sofrem oxidação e escurecem o dente. Por isso que o dentista precisa limpar muito bem a cavidade, removendo totalmente os materiais até um nível de 2 a 3 mm abaixo da margem gengival.

Dentes com grau de escurecimento acentuado há bastante tempo, com grande parte do seu tecido comprometido por restaurações, não é um dente indicado para esse tipo de escolha. Nesse caso o melhor mesmo é facetar ou até mesmo indicar coroas totais. Mas, se o dente tem um escurecimento que ocorreu há pouco tempo, com toda sua estrutura dentária íntegra, com exceção da abertura de acesso, é indicado o clareamento interno. Clarear com segurança fazendo um bom vedamento do conduto, usando substâncias mais brandas (perborato de sódio com soro fisiológico), sem calor, e no máximo realizar seis sessões, também chamada de técnica mediata.

HIGIENIZAÇÃO BUCAL

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 Dois problemas importantes de higiene dental são o controle da placa e o tártaro. Em geral, os pacientes confundem placa e tártaro e a relação dentre eles.                                                        

Placa
A placa é um depósito de bactérias incoloro e pegajoso formada na superfície dos dentes. Ela é resultado da combinação de saliva, comida e fluidos que se acumula nos dentes e na sua união com as gengivas.

O acúmulo de placa pode favorecer a formação de manchas nos dentes e é a principal causa da doença das gengivas. O controle da placa faz parte essencial da boa higiene bucal. A placa pode favorecer ao desenvolvimento de cárie, condição que enfraquece seus dentes.

A formação da placa pode iniciar entre 4 a 12 horas depois da escovação, por isso é importante escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia e usar fio dental quotidianamente. Embora a escovação seja necessária, não é suficiente para controlar a placa; por isso você deve se certificar de usar fio dental todos os dias para chegar a esses locais difíceis de atingir entre os dentes, evitando assim o acúmulo da placa.

Tártaro.
O tártaro, também chamado de cálculo, é um depósito duro que pode manchar e descolorar os dentes. O tártaro acumula-se nos dentes em forma de cristais de cálcio fósforo. Esses cristais de fosfato de cálcio com o passar do tempo ficam endurecidos na placa para formar o cálculo. Há determinados químicos, chamados de pirofosfatos, que ajudam a diminuir o acúmulo do cálculo, já que param e previnem o crescimento dos cristais na superfície dos dentes. O tártaro adere-se de tal maneira no dente que somente pode ser retirado por um profissional. A formação do cálculo dificulta a remoção da bactéria de placa nova; por isso o tártaro pode trazer problemas piores.

Saúde dental preventiva.
A placa e o tártaro não afetam a todas as pessoas da mesma forma; há uma significativa diferença na susceptibilidade e na resistência entre as pessoas. Para alguns, esses depósitos crescem muito mais rápido com o passo dos anos; isto é, quando se tem mais idade, maior cuidado se deve ter na rotina de higiene dental. No entanto, há diversas formas de mudar sua rotina de higiene dental para ajudar a proteger seus dentes do acumulo da placa e o tártaro.

Os dentistas recomendam uma limpeza profissional a cada seis meses ou mais. Escovar-se os dentes com pasta de dente que contenha pirofosfato.
Escovar-se com pasta de dente que contenha hexametafosfato de sódio, um pirofosfato especialmente formulado para inibir a formação do cálculo e para debilitar e quebrar os laços extrínsecos entre as manchas e os dentes para seu clareamento e criar uma barreira protetora para prevenir futuras manchas.

PRÓTESE REMOVÍVEL

HÁ VÁRIOS TIPOS DE PRÓTESES REMOVÍVEIS:

DENTADURA TOTAL: Quando o paciente perde todos os dentes da boca.

PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL (ROACH):

Quando o paciente conta com um bom número de dentes remanescentes, recomenda-se a adoção de uma prótese parcial removível. Neste tipo de prótese não é necessário a extração ou o desgaste dos dentes remanescentes, além de contar com uma fácil manutenção. Sua instalação é feita a base de conectores, grampos e selas que garantem a segurança fazendo com que a prótese não caia com a movimentação natural da boca.

PRÓTESE FLEXÍVEIS:

Esse tipo de prótese surgiu como uma alternativa às tradicionais próteses removíveis. Com uma resina flexível, não existe mais a necessidade de grampos e estruturas necessárias às próteses tradicionais. Em geral, esse tipo de prótese é recomendada para pacientes idosos, para fazerem o papel de uma prótese provisória em casos de reabilitação.

PRÓTESE REMOVÍVEIS SIMPLES: (PERERECA).

São parciais mas em resina acrílica, a mesma realizada em dentadura total.

AS VANTAGENS E DESVANTAGENS AO USO DE UMA PRÓTESE DEVE-SE SER FEITA POR UM PROFISSIONAL ONDE SERÁ REALIZADA UMA AVALIAÇÃO CORRETA PARA CADA CASO E ESTRUTURA ÓSSEA E DENTARIA.

PRÓTESE DENTÁRIA

PIVÔ
Quando o dente é fraturado realiza-se um tratamento endodôntico onde o dente se torna mais fraco e quebradiço . Coloca-se um pino ou núcleo metálico ,hoje se usa também outros tipos de materiais como fibra de vidro, como base para sustentação do dente que ira ser cimentado.

TIPOS DE COROA
Existem vários tipos de coroas dentárias em termos de a sua durabilidade e a sua composição. Ele pode ser de metal, porcelana, porcelana em metal e resina.

Coroas de metal : são construídos com uma liga de ouro, paládio, níquel ou crómio, entre outros. Em comparação com outros tipos de coroas, coroas de metal necessário remover menos estrutura do dente. Coroas de metal resistir a morder e mastigar o duro e provavelmente o mais longo em termos de desgaste. A cor metálica é o principal problema. Coroas de metal são uma boa opção para os molares que não estão à vista. Não possuem estética.

Coroas de porcelana ou cerâmica: em peças fundidas de metal podem ser da mesma cor que os dentes adjacentes . No entanto, existe um maior desgaste dos dentes da coroa tal comparado com coroas de metal ou resina. Além disso, a coroa de porcelana também podem lascar ou quebrar. Coroas de porcelana fundidas com metal dá uma aparência semelhante à dos dentes normais. Estas coroas podem ser uma boa opção para os dentes da frente ou para trás.As cerâmicas ou porcelanas constituem a melhor alternativa restauradora para os dentes. Apresentam propriedades bastante favoráveis como resistência, semelhança aos tecidos dentais, estabilidade de cor (capacidade de imitar as elementos dentários protéticos em espaços não muito grandes. O uso da prótese adesiva se baseia em um desgaste dentário de menor proporção possível, tentando desgastar somente o esmalte dental.
De forma bem simples, o dentista vai fazer pequenos desgastes nos dentes que servirão de suporte ou pilar para a estrutura da prótese que pode ser dos mais diversos materiais. É uma prótese mais simples, feita de forma mais rápida e com possibilidades maiores de que o paciente possa voltar atrás depois, grandes

problemas.

 

Coroas de resina: se desgastam com o tempo e são mais propensas a fraturas de coroas metalo-cerâmica.

Coroas temporários : coroas provisórias podem ser feitas no escritório do seu dentista enquanto coroas permanentes devem ser feitas em um laboratório de prótese dentária. As coroas provisórias são feitas de acrílico e aço inoxidável e são utilizados como uma solução temporária até uma coroa permanente é construído para o paciente.

PRÓTESE FIXA E ADESIVA

A prótese adesiva nada mais é do que uma variação de prótese fixa que se baseia em realizar um procedimento menos invasivo para recolocar artificialmente A prótese adesiva apresenta vantagens significativas com relação ao preço que se torna bem mais barato e com relação ao procedimento em si que é bem mais simples e rápido, feito em poucas consultas e em alguns casos, sem necessidade de anestesia devido a pouca invisibilidade.
Infelizmente é uma prótese que quando comparada com a prótese fixa propriamente dita, deixa a desejar devido desvantagens no que diz respeito à resistência. Por se tratar de um preparo mais simples, a estrutura de encaixe da prótese adesiva nos dentes pilares vai ser mas delgada e com isso deixar uma maior possibilidade de fratura da estrutura. Outro fator que inviabiliza em alguns casos é a estética que pode ficar um pouco limitada.
características ópticas do esmalte e da dentina), entre outras. Podem ser utilizadas de diversas formas como coroas, facetas, inlays e onlays.

A prótese fixa é uma das principais formas de reabilitação protética, buscando
devolver estética e função a elementos perdidos ou danificados, porém para
isso é importante nos atentarmos aos princípios biomecânicos durante o
preparo dos pilares almejando o sucesso e longevidade da restauração. Este
trabalho busca através dos dados encontrados na literatura, revisar os
principais conceitos biomecânicos como preservação das estruturas dentárias
e periodontais, retenção, resistência e estabilidade, estabilidade estrutura materiais e os términos cervicais, suas indicações e contraindicações,
mostrando as maneiras mais eficientes atualmente para o sucesso do trabalho
protético tanto funcional quanto estético e, principalmente, visando satisfazer o paciente.
A retenção em PPF é uma das grandes preocupações na confecção de uma
coroa total e, genericamente, pode ser traduzida como sendo a força necessária à remoção de uma restauração protética da sua posição de assentamento sobre o
dente suporte preparado, no sentido contrário ao da sua inserção.
Essa resistência ao deslocamento se dependerá de diversos fatores como a
área de superfície de contato, intimidade do contato, grau de paralelismo das
superfícies preparadas, da altura das paredes, o número de superfícies envolvidas e da existência de uma única via de inserção.

CURIOSIDADES

A HISTORIA DA PERERECA.

 

Logo que começou a trabalhar em meu consultório, minha ex-secretária, Testemunha de Jeová destas que aos domingos visita casas em pregação*, entrou em minha sala completamente desconsertada. Olhava para o telefone, olhava para a minha cara, saia da minha sala, ia para a sala da minha amiga, voltava…

Terminei meu atendimento e fui atrás da menina para saber o motivo da inquietação:

– O que houve?

– ? que a dona “Maria” ligou. (Paciente da minha amiga, que estava solteira)

Faço cara de “e???”

– Ela quer que… (sinal de pinçamento com os dedos)

– Que marque horário para ajustar a prótese dela?

– Não! err, não sei, ela falou uma outra coisa… (uma cara vermelha cresce em minha frente)

– O que ela falou?

– Falou que era pra apertar a.. a… a…….

– A perereca dela? (rindo da vergonha dela)

A menina quase morreu e voltou! Eu caí na risada.

– Muitos pacientes chamam a prótese provisória de “perereca“, porque às vezes não para na boca. Aí de vez em quando eles pedem para ajustar o grampinho e ficar firme de novo.

– Aaahhhhh, entendi (mas a cara vermelha continuou)


Vezes fico imaginando a cena dela contando pra mãe (igualmente religiosa) que a paciente da dentista queria que apertasse a perereca dela, risos! No melhor duplo sentido possível!

 

HISTORIA DA SANTA DOS DENTISTAS- SANTA APOLÔNIA.

Santa Apolônia viveu no tempo do império romano por volta do ano 249. Era o tempo do imperador Felipe, que foi derrotado por Décio. Este tornou-se um dos mais cruéis perseguidores dos cristãos. Apolônia era filha de um rico magistrado de Alexandria, cidade importante do Egito, então sob o domínio do império Romano. Apolônia teve sua história contada pelo então Bispo de Alexandria, São Dionísio, em cartas ao Bispo Fabio de Antioquia.
Na sétima investida do Imperador Décio contra os cristãos, ela foi capturada. Como Décio sempre fazia, Apolônia foi obrigada a renunciar a sua fé cristã pelas forças do império. Além disso, foi obrigada a prestar culto aos deuses romanos e a obedecer o Imperador. Santa Apolônia, porém, firme na fé e tomada por uma coragem impressionante, negou-se a obedecer. Por isso, ela passou a sofrer terríveis torturas em praça pública, diante de todo o povo, que se impressionava com tudo o que via
Em meio às grandes torturas que sofreu sem negar sua fé, Santa Apolônia teve seus dentes arrancados por pedras afiadas. Mesmo sofrendo a dor lancinante de ter seus dentes quebrados, ela não renunciou à sua fé em Jesus Cristo. Ao ver sua firmeza na fé, os carrascos quebraram sua face com pancadas. Em seguida, foi condenada a morrer queimada. Depois de sua morte, seus dentes foram recolhidos e levados para vários mosteiros. Existe um dente e um pedaço de sua mandíbula no Mosteiro de Santa Apolônia em Florença, Itália
Depois de todos os sofrimentos pelos quais tinha passado, Santa Apolônia ainda reunia forças para mostrar a todos sua fé inabalável. Assim, mesmo amarrada, ela própria se jogou na fogueira onde morreria, dizendo que preferia a morte a renunciar sua fé em Cristo Jesus. Deus, porém, protegeu Santa Apolônia e ela escapou ilesa da fogueira. Muitos dos presentes se converteram ao presenciar este fato. Então os algozes lhe deram vários golpes de espada e lhe deceparam a cabeça. Santa Apolônia faleceu no ano de 249.
Mais tarde Santo Agostinho explicou que esse ato de Santa Apolônia foi inspirado pelo Espírito Santo, como um ato de coragem ao enfrentar todas as forças da época em nome de Jesus Cristo.
Santa Apolônia foi canonizada no ano 300. Seu culto é mais conhecido e divulgado na Europa, principalmente na Alemanha, França e Itália. Sua festa litúrgica é realizada no dia 9 de fevereiro. Ela é padroeira da Odontologia e dos cirurgiões-dentistas, dos que sofrem de dores na boca e problemas nos dentes.
Por ter tido os seus dentes arrancados ela é representada por uma imagem de uma senhora com vestes simples, adornada de um véu. Tem a seus pés uma palma e um fórceps na mão segurando um dente.

APNEIA DO SONO -SAHOS

Apneia é a interrupção da comunicação do ar atmosférico com as vias aéreas e pulmões, ou seja, é o ato de prender a respiração. A palavra “apneia” vem do latim e significa “ausência de entrada de ar”.

Apneia do Sono
A apneia do sono é uma condição na qual ocorrem obstruções repetitivas da garganta durante o sono, provocando apneias (pausas respiratórias de pelo menos 10 segundos) e/ou ou hipopneias recorrentes.

A obstrução da garganta é provocada pela queda da língua e deslocamento posterior da mandíbula, resultantes do relaxamento da musculatura da garganta. Isso impede a passagem do ar, provocando assim a apneia.

CAUSAS:
Ronco
Sono não reparador, despertares noturnos frequentes
Paradas momentâneas da respiração
Distúrbios cognitivos como: dificuldade de memória, concentração e atenção
Fadiga,cefaleia, sonolência,irritabilidade.
Distúrbios cognitivos como: dificuldade de memória, concentração e atenção.
Nictúria,o paciente desperta várias vezes durante a noite para urinar sem que haja um problema de ordem urológica

TRATAMENTO:
Perda de peso.
Aparelho usado para dormir apenas com indicação médica- intraoral
Suspender uso de álcool ou uso de drogas
Dormir em posição que não cause a apneia
Exercícios de fonoterapia para fortalecer a musculatura da garganta

Não tratamento da apneia:
Hipertensão Arterial Sistêmica
Arritmias Cardíacas
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Dificuldade de memoria, deficit de atenção, dificuldade de concentração.

HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA

no Os primeiros tratamentos dentários eram feitos no chão e hoje confortáveis cadeiras seguem ergonomia que acomodam o paciente

Dizem que ir ao dentista é uma falta de prazer. O tratamento ainda oferece dor. Porém, o avanço tecnológico tem diminuído esta dor.Se voltarmos para séculos atrás notamos que o atendimento era feito em condições precárias.

Os pacientes só deixaram de ser amarrados e desmaiar graças a dois dentistas norte-americanos: Horace Wells e William Thomas Green Morton. O primeiro ficou conhecido por utilizar o óxido nitroso – também chamado de gás hilariante – como anestésico. O segundo entrou para a história da medicina por protagonizar a primeira demonstração pública do éter numa cirurgia.

Wells trabalhava em Hartford, Connecticut. Em 11 de dezembro de 1844, aos 29 anos, sentou-se na cadeira de dentista de seu próprio consultório e ordenou a um colega que extraísse um dente siso que o incomodava. O procedimento não doeu nada. “Começou uma nova era na extração dentária!”, exclamou Wells já com um dente a menos na boca. A nova era fora anunciada por conta do gás hilariante que ele inalara. Além de deixá-lo imune à dor, causou-lhe tremenda euforia e bem-estar.

O gás foi descoberto em 1776 pelo cientista e ministro presbiteriano inglês Joseph Priestley, o mesmo que já havia identificado e produzido o oxigênio em laboratório. Cerca de 20 anos depois, Humphry Davy, conterrâneo de Priestley e aprendiz de farmácia, testou em si próprio os efeitos da inalação do óxido nitroso. Teve uma sensação muito agradável. Sua dor de cabeça passou e sentiu um desejo incontido de rir – daí o nome gás hilariante. “Já que o gás hilariante parece possuir a propriedade de acalmar as dores físicas, seria recomendável empregá-lo contra as dores cirúrgicas”, escreveu Davy.

A idéia de Horace Wells de usá-lo em extrações dentárias surgiu na noite anterior ao bem- sucedido 11 de dezembro de 1844. Wells atendia a uma animada palestra sobre os efeitos hilariantes do óxido nitroso quando, a certa altura, um dos alegres convidados – que havia inalado o gás – começou a correr feito doido entre os bancos do auditório. Suas canelas e joelhos ficaram ensangüentados, mas nenhuma dor lhe acometeu. Foi aí, então, que o astuto dentista percebeu a importância do que estava diante de seus olhos e decidiu ser sua própria cobaia na manhã seguinte.

Durante um mês, Wells fez fama e dinheiro na cidade com suas práticas indolores. Dezenas de clientes bateram à sua porta. Depois, rumou para Boston para realizar uma demonstração a um importante grupo de cirurgiões de Harvard. A apresentação fora acertada graças ao seu conhecido William Thomas Green Morton. Mas transformou-se num fracasso grandiloqüente. O dentista deveria extrair o dente de um aluno da universidade. A quantidade aplicada de óxido nitroso, porém, não foi suficiente. O voluntário gritou de dor (deve ter soltado vários impropérios também) e Wells foi posto para fora como charlatão e impostor. De volta a Hartford, quase matou um paciente. Caiu em descrédito, foi humilhado e terminou por abandonar a odontologia.

Já William Morton, seu colega, persistiria na idéia – só que, aconselhado por seu ex-professor de química Charles Thomas Jackson, substituiu o óxido nitroso pelo éter. O elemento era mais poderoso que o anterior e oferecia menos risco de causar asfixia. Morton utilizou-o com sucesso em animais, nos seus aprendizes e, não satisfeito, testou em si mesmo. Chegou também a realizar uma extração de dente.

Os gregos criaram a primeira cadeira para fins cirúrgicos. A definição de consultório odontológico surgiu através de Pierre Fuchard, considerado o “pai da odontologia moderna”. Em Paris, a partir de 1719, ele passou a colocar o paciente em uma cadeira com um encosto almofadado. Na época, o dentista é quem ia atrás do paciente e não vice-versa.

A cadeira odontológica mais antiga que se tem conhecimento foi utilizada por Josiah Flagg nos Estados Unidos entre 1790 e 1812. Era de nogueira, possuía um almofadado para a cabeça e apoio para os braços. A cadeira era sempre colocada próxima a uma janela pois o tratamento era feito com a luz natural.

Nos anos de 1930 surge a industrialização das cadeiras odontológicas, próximas aos padrões atuais.

Nos anos 70 ela toma o formato atual, com mesas e aparelhos auxiliares. Atualmente, as cadeiras seguem a ergonomia do paciente, dando-lhe comodidade e facilitando os diversos ângulos que o dentista precisa para a realização dos procedimentos.

IMPLANTE DENTÁRIO

                                 

Implantes dentários são pinos de titânio semelhantes a um parafuso, presos no osso maxilar (dentes de cima) ou no mandibular (dentes de baixo). O implante ficará no lugar da raiz do dente que foi extraído ou quebrado, e é nele que será instalado o dente artificial. Alguns casos são mais simples, já em outros é necessário “preencher” o osso para dar mais suporte ao implante. Este processo é conhecido como enxerto ósseo, e normalmente o osso utilizado no procedimento vem do próprio paciente, ou é utilizado um biomaterial de origem suíça chamado Bioss. O encaixe da prótese pode ser imediata (carga imediata)  ou pode ser necessário esperar um tempo, dependendo de cada caso. Funcionando como “raízes” artificiais, permitem a reabilitação estética e a mastigação, trazendo qualidade de vida social ao paciente. A cirurgia é simplificada, em consultório, com anestesia local e duração de aproximadamente, uma hora. Durante o período de cicatrização, é utilizada uma prótese provisória. A recuperação é tranquila, quando o paciente respeita as regras do pós-operatório, sobretudo no que diz respeito ao uso de medicamentos e à higienização da boca. A prótese sobre implante por ser para um dente, para um grupo de dentes, e pode ser para todos os dentes da arcada. Protocolo Completo é o nome técnico para a dentadura fixa  Neste caso, dependendo de cada paciente, apenas 4 pinos implantados podem ser suficientes para a fixação firme da dentadura fixa.

tipo de implante mais recomendado na atualidade é o ósseo integrado que se mostrou uma revolução no tratamento de pacientes parcial ou totalmente desdentados.

  • Implantes ósseo integrado: — são implantados por meio cirúrgico diretamente no osso maxilar. O período da ósseo integração  leva em média 4 a 6 meses dependendo da região a receber o implante. Após este período, uma segunda cirurgia é necessária para ligar o implante ao meio bucal, nesta fase o cirurgião dentista remove a gengiva que está recobrindo o implante e finalmente, um dente artificial (ou dentes) é conectado ao implante, individualmente, ou agrupado em uma prótese que pode ser de dois tipos:
  • Prótese Protocolo: — Prótese total implanto suportada e implanto retida, fixada sobre 4 a 8 implantes em média, este tipo de prótese é parafusada e retirada apenas pelo seu dentista, é uma prótese que confere boa estética e é uma ótima opção para quem pretende fugir da dentadura, o único inconveniente é que este tipo de prótese é mais difícil de ser higienizada pois todos os dentes são conectados entre si, exigindo bastante cuidado do paciente. Pode ser feita em resina ou porcelana.
  • Prótese Overdenture: — Prótese total removível sobre implante, este tipo de prótese é mais barata que a prótese protocolo porque exige menos implantes (2 a 6 em média) e é confeccionada em resina. Esta prótese é como uma dentadura, porém, tem um encaixe em uma barra que conecta os implantes à prótese, conferindo a esta mais estabilidade e retenção. Esta prótese pode ser retirada pelo paciente e por isto a sua higienização é facilitada.

 

IMPLANTES DENTÁRIOS SEM CORTES

Os implantes dentais sem cortes ou Cirurgia Guiada são a mais recente técnica para trazer conforto e rapidez. A partir de uma tomografia computadorizada, podemos ter uma imagem virtual das arcadas, que permite a colocação dos implantes nessas mesmas imagens e definir previamente a correta posição dentro do osso. Alta tecnologia e experiência. Mas vou explicar como funciona. Pode ser usada em pacientes que usam a famosa dentadura e querem fixar seus dentes em implantes, ou para aqueles que estão em vias de perder todos os dentes, ou apresentam poucos em condições de tratar. E também pode ser utilizada para colocar implantes dentais unitários (individuais) ou múltiplos para pontes fixas de 3 dentes ou mais.

DENTADURA TOTAL

 Pede uma tomografia computadorizada da arcada toda. Consiste na colocação dos implantes através de um programa de computador, na arcada dentária virtual em 3D, numa situação ideal, otimizando o posicionamento do implante para a futura prótese.  Depois de concluída essa etapa, o resultado do planejamento virtual é enviado pela internet para um laboratório avançado, onde é feito a guia cirúrgica para a cirurgia guiada. A guia é enviada à clinica e é usada no dia da cirurgia para orientar as colocações dos implantes sem necessitar do corte da gengiva com lâmina de bisturi e sem precisar de pontos no final. A prótese fixa sobre implantes não muda com a cirurgia guiada. Só que para o profissional é muito mais tranquilo o seu planejamento. Isso porque já pode ver que tamanho de pilar protético tem que usar antes de chegar nessa fase. O exame de tomografia 3D possibilita isso, ou seja, vemos o projeto da prótese antes de ela existir em boca. Com isso podemos planejar melhor o caso.

Os casos de 1 implante dental individualizado, ou dois um ao lado do outro, ou ainda implantes dentários em pontos isolados na boca também é possível usar essa técnica. A sequência de trabalho muda um pouco. Mas é necessário que o local não possua mais o dente a pelo menos 90 dias. O paciente pode usar uma ponte móvel provisória durante essa espera. O dente fixo sobre o implante, é colocado em até 60 ou 90 dias, conforme cada caso.

ANESTESIA

A anestesia local é definida como uma bloqueio reversível da condução nervosa, determinando perda das sensações sem alteração do nível de consciência. Na antiguidade  usava-se o ópio ( suco da papoula), antes da descoberta dos anestésicos , eram utilizados a asfixia temporária no paciente onde se provocava uma isquemia cerebral e desmaio momentâneo ; caso não resolvesse dava-se uma pancada na cabeça literalmente. Com tudo isso , não dando certo , amarrava o paciente com auxiliares , nos pés e mãos , para o cirurgião realizar o procedimento. Nieman, em 1860, utilizou o primeiro anestésico local na medicina e odontologia que foi a cocaína, isolada da Erytroxycolon coca. No
ano de 1880, Von Srep desenvolveu um estudo de suas propriedades farmacológicas. Os benefícios da cocaína foram bastante apreciados e logo passou a ser administrada com eficácia em vários procedimentos. Em 1905, Ein Horn consegui substituto para a cocaína, sintetizado a procaína, descoberta os anestésicos locais utilizados ate hoje (Tortamano; Armonia , 2003). Atualmente, os anestésicos locais mais utilizados em Odontologia são aminas terciarias com propriedades hidrofílicas e lipofílicas, sintetizadas na década de 40. Constituem-se em uma alternativa menos toxicas, mais efetiva e com potencial alergênico menor que os anestésicos tipo éster.

Pode-se dividir a molécula do anestésico local em três partes: grupamento secundário ou terciário que confere as moléculas hidros solubilidades. Outra, aromática que concede as propriedades lipofílicas que são essências para sua penetração nas fibras nervosas. Por ultimo, unindo essas duas partes, uma cadeia intermediária que é importante em dois aspectos. Primeiro, fornece a separação necessária entre as extremidades lipofílica e hidrofílica e também a ligação química entre os dois grupamentos, servindo como base para a classificação anestésicos locais em dois grupos : os ésteres (-COO) e as amidas (-NHCO-). A cadeia intermediaria é de grande importância , já que há diferenças no grau de alergia, na potencia e no metabolismo, quando comparamos os dois grupos de fármacos.
Um bom agente anestésico deve apresentar baixa toxicidade sistêmica ; não ser irritante aos tecidos e também não causar lesão permanente  as estruturas nervosas. O tempo para início da anestesia deve ser o mais curto possível e a duração de ação suficiente para a realização do procedimento cirúrgico , com ação reversível.
De acordo com Tortamano e Armonia (2001), os anestésicos locais além de realizarem o bloqueio da condução nervosa , também interferem na função de todos os órgãos nos quais ocorrem condução ou transmissão de impulsos nervosos. Assim sendo, exercem ação sobre o sistema nervoso central (SNC), gânglios autonômico  , função neuromuscular e em todos os tipos de fibras musculares. No SNC, o estímulo é seguido de depressão idêntica á causada
anestésicos gerais, nos quais doses extremamente altas prejudicam a função respiratória, podendo levar a óbito por asfixia.

A duração da anestesia é determinada pelo grau  de ligação proteica. Ao anestésicos que apresentam  grande afinidade proteico tem menos possibilidades de se difundirem do local de injeção a serem absorvidos pela circulação sistêmicas. Apesar dessas drogas serem bases fracas, as preparações farmacêuticas (sais de hidro cloreto) são acidas, com ph variando de 4,5 a 6,0 no tubetes odontológicos, sendo que esta acidez aumenta a estabilidade das
soluções anestésicas. Uma vez injetados nos tecidos, com pH mais alcalino (pH = 7,4), há tamponamento ácido, liberando base em forma não – ionizada, passível de ser absorvida. Devido à instabilidade e reduzida solubilidade, quando em solução, são comercializados na forma de sais hidrossolúveis, geralmente cloridratos .

Anestésicos mais utilizado na Odontologia:

Lidocaína, Prilocaina, Mepivacaina, Cloridrato de Bupivacaina, Articaina.

Vasoconstritores: São substancias que contraem os vasos sanguíneos em consequências da contração do musculo liso presente na parede desses mesmos vasos.
As substâncias vasoconstritoras podem pertencer a dois grupos farmacológicos: aminas simpatomiméticas e análogos da vasopressina. As mais comuns são a adrenalina/epinefrina, a noradrenalina/noraepinefrina, a fenilefrina e o octapressin/felipressina

SEDAÇÃO COM OXIDO NITROSO

Sedação com Oxido Nitroso na odontologia
Cerca de 20% da população brasileira deixa de procurar tratamento odontológico devido ao medo e outros muitos adiam a vista ao dentista devido ao desconforto ou experiências negativas que já tiveram ou ouviram. Justamente o medo ou qualquer que seja essa aversão faz com que tanto para o paciente quanto para o cirurgião dentista o tratamento nestes casos se torne algo bem estressante e cansativo.

Para proporcionar conforto e tranquilidade ao paciente durante o tratamento odontológico a sedação com oxido nitroso tem como objetivo eliminar progressivamente a ansiedade, o medo, aumentando a autoconfiança, além de causar uma sensação de relaxamento e o bem estar após a consulta, minimizando os fatores estressantes do tratamento tanto para o paciente como para o dentista.

Horace Wells em 1844 descobriu o gás, onde hoje a técnica de sedação inalatória atual é utilizada na odontologia para o controle da dor e ansiedade em países de primeiro mundo como nos Estados Unidos, Japão, França, Austrália, Reino Unido, Noruega, Suécia e Nova Zelândia.

Um exemplo de tão seguro e benéfico é o uso e a associação dessa técnica de sedação, além de ter mais de um século de uso nos EUA, lá em media 50% dos consultórios possuem e usam a sedação com oxido nitroso em suas rotinas e principalmente em cirurgias ou na atuação da odontopediatria praticamente 100% deles realizam este procedimento utilizando a sedação através do uso do oxido nitroso. Porém no Brasil, apesar de já se conhecer essa técnica e sabermos muito sobre a grande ajuda que se obtém através de seu uso ainda é pouco difundida por aqui, sendo realizada por poucos médicos e dentistas.

ODONTOLOGIA EM CACHORROS

 

O bom posicionamento e encaixe dos dentes ajuda a promover a saúde oral dos pets: garante conforto, melhor mastigação e aproveitamento dos alimentos, a auto limpeza dos dentes evitando acumulo de placa bacteriana e desenvolvimento da doença periodontal. Evita traumatismos. Um dente fora de posição pode causar traumas em gengiva, mucosa e céu da boca. Evita desgaste de outros dentes. Um dente fora da posição pode levar a atrito com outro dente levando a seu desgaste, com possível exposição da polpa levando a necessidade de tratamento de canal.

Os aparelhos ortodônticos em cães são um pouco diferentes dos nossos , mas a movimentação é a mesma. Podem ser aparelhos fixos (plano inclinado ) ou ativáveis (expansores). Brackets , fio ortodôntico e elásticos tem uma ação limitada devido ao tamanho reduzido dos dentes dos animais e comportamento deles.

As causas de todos esses problemas dentários em animais geralmente são hereditários e ou genéticos ; as vezes fatores externos como traumas e hábitos.

A necessidade de use de aparelho ortodôntico em animais acontece quando um um dente fora de posição causa um trauma na gengiva, ou no céu da boca, podendo levar até uma comunicação com o nariz; ou quando um dente oclui sobre outro podendo levar a um desgaste, pulpite, dor. Há casos em que o mau posicionamento dos dentes facilita o acúmulo da placa bacteriana levando a inflamação da gengiva e posterior perda do dente (doenca periodontal). Em outras situações pode haver dificuldade na mastigação e/ou apreensão do alimento. Em cães de trabalho e guarda a oclusão desbalanceada pode levar a predisposição de fraturas nos dentes. O que deve ser lembrado é que a estética deve ficar em segundo plano, a principal preocupação é com a saúde do paciente.

Tratamento deve ser rápido, pois não tem como higienizar os animais adequadamente e evitar acumulo de alimentos e problemas com tártaro e placas bacterianas. Em media de 3 a 4 meses.

Para optar pelo tratamento ortodôntico em animais deve-se avaliar o comportamento deles.

 

 

PERICORONARITE

A pericoronarite consiste em uma inflamação que afeta o tecido mole que recobre a coroa de um dente, sendo tipicamente observada nos dentes do siso ou terceiros molares, em especial os inferiores. Costuma afetar jovens entre os 15 aos 24 anos de idade, pois é nessa fase que ocorre a erupção do terceiro molar.
A afecção em questão pode ser resultante de traumas ocasionados pelos dentes que estão em contato direto com a mucosa afetada, deixando-a edemaciada e, ao passo que o edema aumenta, a mesma fica mais susceptível aos traumas. A outra causa é o acúmulo de alimentos em uma bolsa presente entre o opérculo e o dente parcialmente incluso. Uma vez que é difícil higienizar esse local, há uma proliferação de bactérias, resultando na infecção do local.

Dentre as manifestações clínicas estão:
•Dor
•Inchaço da gengiva no local acometido
•Presença de um mau gosto na boca, que pode ser causada pelo vazamento de pus da gengiva
•Linfadenomegalia cervical.

Nos casos mais graves, essa dor pode refletir para o ouvido e cabeça, também pode causar um aumento de volume da face, dificuldade para deglutir, mal-estar, febre e trismo (dificuldade de abrir a boca).

Diagnóstico : é feito por meio de uma avaliação clínica realizada por um dentista, no qual é observado se há algum siso parcialmente erupcionado. O dentista também pode solicitar radiografias para determinar o alinhamento dos dentes do siso.

Tratamento : recomenda-se a realização de bochechos com água morna e sal, com antissépticos ou com água oxigenada 10 volumes. No caso de acometimento do dente, mandíbula e bochecha, pode ser necessária a realização de antibioticoterapia. Além disso, podem ser indicados analgésicos para aliviar a dor.

Nos casos graves ou recorrentes, recomenda-se a remoção cirúrgica do siso. Contudo, esta é possível somente quando a infecção ou a fase aguda desta afecção não esteja presente, pois a extração de um dente infeccionado pode resultar na disseminação da infecção.